sábado, 30 de novembro de 2013

Quando não há nota destoada.


A guitarra na sua e nem ai para o mundo, gritou os seus acordes.  Imperfeitos, impróprios talvez para bons ouvidos.  Levaria uma década para apreender a tocar como B.B.King. Mas e daí, a cenoura levou milhares de anos para ficar como uma cenoura.  

Do outro lado da rua algum barulho estranho tocou os seus ouvidos. A guitarra ficou de lado, assim como os seus pensamentos. Daiana olhou naquela direção. Uma oficina mecânica um ronco de uma moto arruinou as  notas que tinha em menta para tocar a guitarra. Irritou-se com aquela novidade. Porque um ronco de moto? Porque um cavaquinho, um piano ou mesmo um pandeiro. Era uma moto!

Centena de moto passou pelos seus tímpanos e nunca se importou. Daiana desceu do vigésimo terceiro andar de sua vida, e atravessou a rua.  Uma nuvem parece apenas uma nuvem a nossa desobeservação diária, metidos nos problemas alegrias de nossos mundos íntimos. Beleza!

La estava o barulho a perturbar? Mas o que perturbava... O ronco da moto? Não! A insistência do barulho? Talvez!  E ao chegar Daiane percebeu como a uma composição de Chico Buarque a estranheza das coisas organizadas poeticamente em nosso dia-a-dia, às vezes sem champanhe.

Agora etérea e leve logo após cair de um penhasco do tamanho que se imagina quando cai. Viu a razão de sua irritação! Ops! Curiosidade!

Alfredo! –Nome se sabe bem antes das modas de hoje em dia. Cleversom, Kaique, Luan. – Tinha o seu jeito de acelerar a moto e causar pausadamente uma vez e duas intensas o ronco, o te-te-te-re-te... O bummmm e todas as interjeições que estão em nossa memoria quando se diz moto. Para Daiane, no entanto era único e igual a nada que se lembre. Assustador e gelo derretendo algo que lhe pertencia e escondera na Antártida em sua alma.  

Alfredo olhou para ela e não sorriu. Ao acelerar a moto soube quando Daiane sorriu que eles seriam parceiros.  Daiane sem se importa se era um bom ou não homem, trouxe a sua guitarra e sentou-se ao seu lado. Tocou suavemente que se percebia apenas quando Alfredo nem ai para o mundo acelerava  lentamente a moto .

Aquela oficina anos mais tarde tinha Henrique de cinco anos que todos sabiam seria um bom baterista, talvez pianista... Alfredo e Daiane que nunca estiveram onde não queriam não se importava com as escolhas do filho, que um dia encontraria a sua nota certa nessa vida...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Uma pedrinha no caminho!


Azul caminhava porque teria que chegar até o seu ponto no quadro.  Era lá que sentia ter que estar, sentia mesmo do fundo de seu tom que nascera para estar ali.  E mesmo que o caminho o desvia por vezes para outros pontos, outras cores que se diziam amigas e o levava para outras aquarelas, Azul não tinha duvida.  Era naquele ponto do quadro que iria estar. Mesmo que muitos o atrapalhassem e o desviasse Azul ia até o seu ponto.

Azul, encontrou muitas pedras em seu caminho tirou muitas pedras de seu caminho, algumas vezes eram rochas, e mesmo assim sempre achou força para lidar com elas. Vibrava às vezes, outas vezes cansado e exaustado ficava apagado, mas estava sempre em seu caminho.  Era a sua vibração de cor naquele quadro.

No entanto ultimamente Azul, estava se apegando demais as pedrinhas em seu caminho. Não as pedras, nem as rochas, mas as pedrinhas. As pedrinhas sim. Pequena pedrinha que encontrou em seu caminho e que varias vezes ignorou, chutou para o lado e desprezou.

Mas dessa vez, essas pedrinhas vinha lhe tomando muita força e atenção. Azul não seu deu conta, e investia força e tempo para  remover essas pedrinhas, que na verdade não lhe atrapalhava o caminho, era apenas chutar para o lado, desviar, ignorar e pular. Azul não conseguia e não pulava, ia tentava remover e às vezes sentia magoa por essas pedrinhas estarem ali, depois desanimo e até tristeza.

Azul perdeu dias tentando tirar as pedrinhas, e cansado e consumido por essa força em querer remover as pedrinhas que não atrapalhavam em nada o seu caminhar até o seu ponto no quadro, Azul olhou para si e se viu desbotado. Sentiu-se desbotado.

Então se sentou na beira do caminho, descansou, tomou mais luz e luz até chegar ao tom de sempre. Para isso, tirou as pequenas magoas as pequenas vaidades, os pequenos medo e acomodações e deixou as pequenas pedras para lá. Depois de se descansar se levantou e seguiu o seu caminho.

Sabendo que num caminho nem todas as pedras tem importância, nem todas as pedras parecem ter importância que lhe damos para atrapalhar a nossa caminhada.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Salvando um amor!


O convivo diariamente com as mesmas pessoas pode nos trazer alguma ausência de percepção em relação ao sentimento do outro. 

Leo se deu conta disso.  E talvez fosse tarde demais, mas não muito tarde o suficiente para poder reverter o quadro.

Leo e Bia estão casados há dois anos, mas namoraram desde sempre. Sabiam muito um do outro, mas a rotina do casamento, as contas para pagar e a manutenção do lar e da vida a dois, começou a atuar mais fortemente e suas vidas, coma a uma pessoa indesejada. Já haviam experimentado isso em alguns momentos de seus namoros, mas era um namoro. E assim como todo namoro cada um volta para sua casa depois de namorar. Agora eles tinham uma casa em comum e uma vida que não estava muito legal.

Leo às vezes deixava de fazer as tarefa que Bia pediu. Não por maldade, mas por não ter tempo. E Bia às vezes deixa de dar atenção a Leo não por maldade, mas o tempo. O Tempo era pouco mesmo.  Então começaram as brigas, os desencontros, às vezes até a falta de interesse de um pelo outro causado pelo stress e por  tantas outras atitudes. E nos últimos meses e mais recentemente últimos dias algo tenso se instalou na relação. As brigas ficaram mais constantes e o com toda briga vem o desanimo.

Leo gosta de Bia e gosta de estar casado com ela e gosta de seu emprego também.  E por todos eles, pensou que deveria fazer algo. E o fez.

Tomou a iniciativa de ir buscar Bia no trabalho e a levou para jantar. Bia estranhou. E por algum instante pensou que aquele jantar não fosse algo tão bom e romântico e. Mas aceitou o jantar.

Leo ficou contente. E pensou que durante o jantar poderiam expor todos os problemas que estavam enfrentando e os dois juntos encontrarem uma solução. Quem sabe se fizessem uma planilha para as tarefas do dia a dia ou entrassem num curso para casais iniciais ou terapia de casal.  E na verdade Bia esperava essa conversa naquele encontro também.

Mas Leo desistiu de todas essas possibilidades e resolveu ser encantador, tentar encantar Bia novamente e deixar que ela o encantasse também. Planilhas? Disso falariam em outro momento! Agora era importante em encontrarem o encanto que o fizeram se apaixonar um pelo outro e depois a cumplicidade para resolverem os problemas do dia a dia que se tornam probleminhas diante do encanto recuperado.

domingo, 3 de novembro de 2013

O poder da massagem.


 A suas costas estavam livres todo o seu dorso estendido sobre a luz cálida e serena. Um som de água escorrendo vinha de uma fonte artificial. E seus desejos aguardavam serem atendidos.  Eu comecei pelos pés, suavemente tocando os seus dedos e descobrindo o prazer que isso lhe dava. Eram pés bem feitos, bem cuidados e macio. Depois minhas mãos me levavam pelas pernas sentindo-as lisas bem torneadas.

Eu estava pronto para ir, mais longe naquele corpo, mas ela pedia mais carinhos de minhas mãos. Tive que conter a fera do desejo em mim e cuidar com todo carinho de dar a ela o meu carinho pelas mãos massageando o seu corpo.  

Então cheguei a sua bunda. Estava ali para mim, farta linda,  e minhas mãos souberam acariciar e respeitar, mas  não deixar de adorar,  desejar. Ela sentiu mais confiança em mim. E eu mais carinho por ela.

Agora minhas mãos acariciam em massagens relaxante e persistente a sua lombar. Senti alguns nervos tensos, e com habilidade as minhas mãos tiraram esses tensão. Ela ficou feliz, e minhas mãos puderam  senti isso em seu corpo.

Então em seus ombros e dorso eu pude massagear com mais densidade.  Ela parecia dormir estar entregue ao mundo do alivio da suavidade de alguma paz e segurança que eu lhe dava e isso eram bom para mim também. E assim como ela eu não queria que  aquele momento não  terminasse nunca.  

E quando ela ficou saciada de tanta paz e massagem ela se levantou e sorriu para mim.

- Agora é a minha vez de te fazer massagem.

Aquela tarde de sábado então se prolongou até a madrugada de um domingo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pequenas brigas que devemos evitar.



Às vezes no curso do dia a dia,  sua monotonia e estresse do trabalho e das conquistas a qual todos nos estamos entregues  em grau maior ou menor , nos deparamos sem perceber com situações que nos irrita a principio, depois se alimentarmos e fazemos isso. O que  depois essa irritação   passa para um raiva, uma birra , uma perseguição até chegar numa discussão ou  numa  briga tola  sem proposito.  E brigamos Santo Deus, por coisas pequenas como: Um copo encima da pia; um cigarro fora do cinzeiro, um cão que late, um cara que passou e te esbarrou, um sinal de semáforo aberto  onde  o motorista da frente nem percebeu e esta olhando a gostosa passar. É um saco eu sei! E assim  tantas outras pequenas  atitudes ou coisas que o leitor deste post, certamente também tem a sua lista.

Vou contar o meu caso recente.

No escritório em que trabalho tem um funcionário que fuma. E além de fumar ele parece ter problemas em querer causar sempre. Alguma ausência de carinho de mãe na infância, talvez gênio descontente e infeliz, talvez alguma revolta, ou talvez sintomas da maconha que ele fuma. Seja o que for o fato é que ele vive querendo achar discussão em tudo.  E maiorias das pessoas caem na dele, eu sempre evitei qualquer conflito por não me interessar.  

Até que um dia ele conseguiu me irritar. Temos uma área de convívio, onde tem uma área para fumantes, e justo lá também tem uma planta que algumas funcionarias cuida. E esse fumante propositalmente deixa ali dentro do vaso o cinzeiro. Eu fiquei irritado com o fato , tirei o cinzeiro do vaso e ele querendo desafiar colocou novamente. Fui e tirei novamente. Ele colocou. Até que num momento eu entendi que ele queria mesmo brigar.

Então olhei para ele e disse.

- Essa briga não vale a pena!

E deixei o cinzeiro no vaso. Todos virão e passaram a tomar a mesma a atitude. Claro que ele se achando vitorioso e não querendo aceitar o fato que não  nos irrita mais, passou a jogar cinza pelo chão da área de fumantes. O que não nos irrita mais também.  E ele persistiu por semanas testando todos nós. Mas como havíamos descoberto o seu ponto fraco, não nos importamos até que ele Derrepente passou a não jogar mais cinzas nem colocar o cinzeiro na planta. Tão obvio, tão tolo e simples, mas que realmente acontece.

Ok é a estratégia dele em querer causar brigas.

Para mim foi uma boa lição em que apreendi que pequenas brigas não vale a pena ser compradas. Não me desgastei e essa irritação ficou somente para o fumante. Uma hora ele vai apreender ou vai passar o resto de sua vida com essa atitude e o custo será no final todo dele.