segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A simplicidade de um momento inesquecível .


Às vezes o acaso o inesperado traz momentos de pura singeleza, mas por isso mesmo, por serem tão singelos simples e inesperados que se tornam momentos inesquecíveis, momentos em que se tornam eternos em nossos sentimentos. Eu já vivi momentos assim e acredito que todos tenham vivido momentos assim. Claro que a turbulência do dia a dia nos faz esquecer esses momentos, a sobrevivência em que nos metemos nos faz esquecer esses momentos. Mas como um bumerangue do destino e de alguma coisa divina, esses momentos voltam e nos faz valer a existência.

E comigo aconteceu novamente. http://migre.me/tatxV

Sábado passado, quente e com vento, onde trabalhei até às 21 horas eu e mais alguns colegas de trabalho. E ao sair do trabalho não tínhamos nada em mente ao não ser voltar para a casa, tomar uma ducha e aproveitar um descanso e a família, mas algum click ascendeu em um de nós e ele disse.

- A gente bem que podia tomar uma cerveja  bem gelada!

E ai outro click no outro.

- Sabe o que seria bom! É a gente fazer um churrasco com cerveja bem gelada.

E outro Click.

- Cara! Eu estou com o meu cartão! Se quiserem é agora! – disse outro.

E então o click final.

- Porque não vamos para a minha casa, eu tenho um churrasqueira a minha  família tá nos esperando e vocês podem levar os seus.

Então todos ligaram para as suas famílias e assim como a magia da noite estava soprando para convergir para o singelo simples e poético de encontro, todos aceitaram. E enquanto nossas famílias se aprontavam, nós fomos de uniforme da empresa ainda comprar as carnes, as bebidas, os doces.  Passamos em casa e pegamos as nossas famílias, e nossas famílias que nunca haviam se conhecido mesmo ao tempo em que temos de trabalho junto naquela noite puderam se conhecer e saber um pouco mais de cada um de nós.

Não, não houve pratos especiais nenhum banquete, não era uma festa de gala, nem nada importante. Era apenas o acaso e as pessoas aceitando o convite que ele fez aquela noite em um momento de suas vidas serem um pouco mais felizes numa noite de sábado.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Um balcão de bar, conhaque e um papo sobre mulheres.


Dia desses encontrei com um velho amigo e conversa vai conversa vem chegamos ao velho e bom assunto. O lance com a mulherada.  Ele não anda bem nesse assunto para dizer a verdade. Eu achei que  ele estava se lamento o que me dá no saco.

Como alguém pode se lamentar das coisas nessa vida! Mas depois que o ouvi achei que ele tinha certa razão.  Vamos dizer que o nome dele é Mário e não vou descrever como ele é. Ele é! E é!  E tá bom! Mas um fato é muito peculiar a ele.  Ele é fraco pra bebida, qualquer bebida. Até suco de cupuaçu! E foi bebendo uma dose de conhaque uma dose apenas que ele me falou de sua ultima aventura na noite. Uma noitada típica do Mário.
E sem mais blá blá vamos a noitada dele num dia da semana passada.

“Eu tava na maior fissura - ele me disse - E  tomei um esquenta, passei um desô e sai pra noite. Cheguei num bar ali na Cintra e fiquei tomando no balcão. Olhando o movimento. Em frente tem  uma danceteria e entra mina sai mina. Cada uma!  Já  pelas três da manhã  tomando um café no mesmo balcão via a garota  aparecer para comprar cigarro. E ela olhou pra mim "rapidinha" e sorriu. Eu fiquei na minha. Não sou carente! Depois tinha a noite toda pela frente!
Ela então se aproximou.
- Eu te conheço de onde...
- Toma uma cerveja ai!
- Mais você tá tomando café!
- É pra da um esquenta! Entende!
- Não! Mas de onde eu te conheço! De algum lugar?
-  Ih! Vou lá sempre!
- Onde?
- Nesse lugar que você falou! Algum Lugar! Fica na  Avenida Henrique... Não?
- Acho que me enganei!
- Ei fica ai, vamos tomar uma cerveja!
- Você já disse isso!
- Mas e dai! Fica!
- É que estou com uma amiga e  dependo da carona dela!
- Eu te levo! To de carro!
- É!
- É sim! Tá vendo aquela BMW vermelha!
- Aquela ali?
- É sim! O fusca bege  insufilmado e rodinha de dente do lado da BMW é ele! Meu tesouro!
- Ah! Tá! Fica pra próxima. Eu tenho que ir  mesmo!
- Fica toma um café!
- Falou cara!
O Mario então olhou para mim e disse.
- E assim cara! eu to no balcão e as minas sempre puxa conversa comigo. Sei -lá acho que tenho açúcar! Doce, doce.
- Mas a garota voltou e vocês ficaram?
-Não que nada! Depois veio outra e outra. Até que fui embora já era seis da manhã .
- Entendi!  Então vamos beber aqui e  juro que se aparecer alguma garota eu saio não quero atrapalhar essa sua atração.
- Beleza. Cara. Mas relaxa. Eu sei como lidar com a mulherada.
Eu concordei.  Eu apreendi nessa vida ser humilde e apreender sempre com o outro. Mário, tinha muito a me ensinar sobre como conquistar as mulheres.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um encontro e o medo do outro.

Ao me sentar ao seu lado acho que perdi algum medo. O medo do outro. Sempre tememos o outro por uma série de razões. Talvez por medo do outro ser o outro ou por ser um desconhecido. Talvez pelo outro ser alguém melhor, alguém que ganhou mais graças do criador da vida. Talvez tenhamos medo do outro por ser um perigo, o outro pode temer a gente como tememos ele e assim nos matar. Talvez o outro seja o que desejamos ou o que odiamos.  O outro o outro,
Mas encontrar com Natalia  não me deu medo. Medo do que ela ia pensar de alguma gafe que eu poderia cometer, medo de sua opinião sobre a minha roupa ou os meus rrrs e llls. Todos os medos que temos de um encontro. De um primeiro encontro. 
Natalia não me deu esses medos, quando s se aproximou olhou diretamente em meus olhos, sorriu me dando a certeza que ela queria me conhecer e se apresentar a mim.   E como a um jantar informal minutos depois já falávamos de gosto incomum e bem o resto é bastante íntimo e pessoal para se expor.
Mas o que me fez refletir sobre o outro, foi o medo que temos do outro. É um medinho, um medo ou medo maior. O medo não é ruim, é benéfico e nos protege e dá limite, mas saber lidar com o medo e dosar em nossas relações  pessoais ou profissionais  é seguramente uma colheita de bons furtos especialmente os frutos desconhecidos. Outro medo que nos impulsiona a coragem.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os acertos e erros de nossas escolhas!


 
Três ladrões estavam de olho naquela casa há dias, sabiam que uma mulher morava só ali. O primeiro roubaria qualquer coisa para comprar droga; O segundo roubaria porque era a única coisa que sabia fazer na vida e não por falta de oportunidade, mas porque a roubar era a coisa mais fácil e como não gostava de trabalhar era o seu sustento; O terceiro ladrão iria roubar aquela casa, porque jovem ainda não tinha apreendido outras coisas na vida a não ser roubar. Era a sua cultura, e estava revoltado com o mundo. Os ricos roubam, os políticos roubam os países ricos roubam os países pobres estupram as suas meninas e nada acontece. 

O primeiro entrou na casa pulou o muro alto e deu de frente com um cão da raça fila e que por aqueles dias havia contraído a doença da hidrofobia, ou raiva. O cão veio pra cima dele, o mordeu e como era drogado, não se importou entrou na casa e roubo relógio, TV e os aparelhos de som e vendeu por uma ninharia. Morreu algumas semanas depois com a doença da raiva em andamento devendo para a biqueira onde comprava a sua droga.

O segundo entrou mais tranquilo sem o cão e com uma arma em mão adentrou na casa não queria coisinhas. Queria dinheiro, joias a chave do carro a TV de plasma. E encontrou tudo isso e mais a dona da casa, que estava em seu quarto sentada à cama com uma bebida em mãos.  O ladrão entrou apontou a arma para a sua cabeça que abrisse o cofre. Ela abriu, e enquanto abria o ladrão tomou de sua bebida, parecia uísque dos bons. Ele aproveitou e levou a garrafa e todas as joias e mais a TV plasma e a chave do carro. Depois amarrou a mulher. Ele não foi muito longe. Na bebida que tomou da mulher havia barbitúricos porque ela em sua solidão queria se matar, ou enlouquecer de vez. O ladrão enlouqueceu de vez, perdeu a direção e bateu de frente com uma carreta, morrendo esmagado com todas as joias e a tv de plasma que sempre desejou. O carro teve perda total.

O terceiro ladrão entrou na mesma noite, e viu a mulher amarrada e soltou para ela falar onde estava o dinheiro da casa, ela lamentou que ele houvesse chegado tarde. Ele se irritou, mas de relance viu alguns livros na estante de seu quarto.  Parou com atenção e correu os olhos. E se lembrou de que parou de estudar na sexta série justamente quando estava terminado de ler algo relacionado à poesia de Drummond de Andrade. E ali naquela estante estava o mesmo livro. E por um momento de lucidez que lhe tomou, achou que o melhor que tinha a fazer era voltar a estudar e deixar aquela maldita vida.

A mulher se comoveu com o silêncio do ladrão diante dos livros e disse que ele podia levar todos. Ele então aceitou, ela arrumou algumas sacolas e abriu a porta da frente para ele sair.

Anos mais tarde o terceiro ladrão apareceu na mesma casa como um corretor bem sucedido em seu próprio carro e quis agradecer a mulher por ter dado aquela chance a ele. Ela ficou contente é claro. Mas foi ela quem o agradeceu.

- Mas porque me agradece! - disse o terceiro ladrão surpreso com a atitude daquela mulher.

- Por aquela noite! Eu simplesmente vivia uma vida infeliz, meu marido havia me deixado. Tenho todo esse dinheiro e toda a infelicidade do mundo. Eu naquela noite iria me matar, mas o segundo ladrão tomou a bebida e me amarrou. E depois você apareceu e quando o vi parado olhando para os livros encontrei naquele gesto uma vontade de viver, de mudar de vida. E foi uma grande esperança para mim, porque naquela sua vontade de mudar de vida eu encontrei uma razão para viver a minha vida. E sabe qual é essa razão?

- Não.

- Eu passei a dar aulas para presidiários e para as presidiárias. Para crianças desamparadas. Semana que vem será a formatura de minha primeira turma de presidiários e presidiárias. E você está convidado a participar, assim como me convidou a mudar o rumo suicida de minha vida, dando oportunidades a outras vidas de mudarem o destino amargo e incerto que pareciam condenadas. 

Mas não é mesmo que a vida merece ser celebrada?

Por termos consciencia fazemos Arte.


Antes de nós humanos termos uma cidade ou uma casa como conhecemos, descobrimos a arte. Basta ver as pinturas nas cavernas que se encontra em todo mundo feitas pelos nossos antepassados.  Portanto, a arte é inerente ao ser humano. Seja pintando a nave da Capela Cistina, seja fazendo artesanato.
 
A arte é própria do ser humano, o fazer o se expressar; o dizer ou o emocional; o refletir o religar. A arte incomoda, é a primeira a ser perseguida pelos idiotas ditadores. Mas a arte é a resistência da liberdade humana em se expressar em se dizer. A arte resistiu a todos os ditadores, a todas as religiões. A arte resistira.
 
Hoje se pergunta o que mais falta para fazer na arte. Parece que todos os livros foram escritos, todos os quadros pintados, todas as esculturas “Labour-radas”, filmes feitos e músicas compostas. Danças dançadas, e o inimaginável e poético pensado. Mas se a arte é humana, e nos humanos mal nos conhecemos. Então o que esperar?
 
Basta entender que um dia quando ganhamos a consciência ainda que limitada da vida, e a expressamos em paredes de nossas cavernas, criando a arte, então ela nos pertence e quanto mais nós descobrimos o que somos, sentimos e pensamos mais podemos expressar em arte.

Se odeiam com cão e gato ! Velho conceito desfeito!


Passando um dia desses pela rua, encontrei um gato e um cão juntos um ao lado do outro encolhido sob um sol para esquenta-los de um frio típico das manhãs de outono. Estavam sujos, com os pelos grossos e algum grudado típico de animais que não tomam banho e que mostrava que estavam juntos há muito tempo.

Derrepente o cão se levantou e começou a caminhar em busca de algo para comer, o gato então ficou olhando e quando o cão se distanciou e o gato olhou atento esperou um minuto sem pressa alguma se levantou, espreguiçando-se deliciosamente e seguiu o cão. Não, não queria ficar só sem o seu companheiro.  Eu os segui, e pude vê-los juntos mais a frente. Eram companheiros definitivamente eram companheiros. E juntos seguiam pelas ruas de São Paulo.

E juntos destruíram em mim aquela frase que ouvir por toda a vida:

"Se odeiam como cão e gato."

Tá bom!

Momento de mudança em sua vida .


Chega um momento em sua vida que não tem jeito, tudo parece cansativo demais. Desgastante demais. Aconteceu comigo:
 
Depois de 25 anos trabalhando na mesma empresa, chegou esse momento em que não suportava mais acordar no dia e ir trabalhar; não suportava mais olhar para os mesmo rostos e pior de tudo, olhar para o retrato do fundador da empresa, que estava posto em todas as salas com o sorriso de sempre. Dizendo pra gente. “Ai seus babacas, eu venci e vocês”.
 
Mas eu tinha que continuar empregado. Tinha contas a pagar, escola das crianças, e tudo o que a vida moderna nos suga.
Um dia cheguei em casa, cansado e exausto disse para a minha esposa que não queria conversa com ninguém. Tomei um banho demorado e fui dormir cedo. “a psicologia sempre diz que somo demais é fuga” e era mesmo. Eu queria deixar a realidade que estava vivendo. Sei lá fugir para outra dimensão, uma caverna escura ou para ilha da mulher maravilha...
 
E ao contrário de todos os meus desejos, eu me vi num caminho longo que eu tinha que atravessar. Claro que todos os sonhos trazem algo que está dentro de nós. E lá estava eu nesse sonho.
Então comecei a dar o primeiro passo. Depois outro e outro e percorri o imenso caminho. Eram os meus vinte e cinco anos na mesma empresa. E derrepente apareceu em minha frente à mulher maravilha (na verdade era a minha mulher), como eu desejei e ela me disse.
“Olhe a sua frente, há dois caminhos. Escolha um”.
“Não tem jeito, né! Tenho que escolher um e continuar a caminhado”.
Ela me sorriu.
“Se ficar parado, será uma escolha. Mas o caminho está ai”.
 
De alguma forma aquele sonho me deu coragem. Acordei no meio da madrugada e não dormir mais. No dia seguinte a minha mulher, fez um café especial me serviu e olhou para mim.
“Você não dormiu  a noite toda. Bem, não tá dando mais não é mesmo”.
Eu apenas olhei para ela.
“Não pode continuar assim. É o emprego ou sou eu”.

“Bem, não é você, nunca vai ser”.
“Então, parte para outra”.
“Mas e  a casa, as contas”.
“Se continuar como está você morre e ai... Deus me livre. Parte para outra, e se for preciso eu volto a dar aulas... Não posso te perder...”.
E nem eu poderia perder uma mulher dessa. Enfim escolhi o meu caminho.
 
Obs.: (Não vou concluir a história por ser pessoal, não quero influenciar ninguém. Afinal somos livres quando fazemos escolhas).