terça-feira, 23 de abril de 2013

Quando Nasce uma paixão

Ele chegou “no meio” da festa, tomou uma lata de Skol, cumprimentou o aniversariante velho amigo, e a viu a certa distancia, sorrindo linda, desejada.

Ela chegou bem antes à festa com alguns amigos, tomava uma Skol falava sobre tudo com os amigos. Ela se perguntou quem era o dono daquele olhar que a devorava e a fazia sentir-se devorada.

A Festa estava animada, feliz, envolvente.

Derrepente apagaram as luzes para acender as velhas e cantar parabéns.

Ele se aproximou para cantar para o amigo.

Ela estava a sua frente.

Ele sentiu o seu perfume,

Ela sentiu a sua presença,

Ele não controlou o seu desejo e aproximou-se mais.

Ela não controlou o seu desejo e se aproximou mais

Ele sentiu a sua presença

Ela sentiu o seu perfume, envolveu-a.

O seus cabelos longos, macios tocaram em sua mão.

Ele não resistiu, inalou o seu aroma.

Ela sentiu que ele gostou e ao sentir que ele gostou experimentou de um desejo

Ele suavemente dominado por seu aroma, tocou em sua mão.

Ela sentiu arrepios

Ele sentiu a maciez de sua pele de seu cuidado,

Ela consentiu

Ele então lentamente foi envolvendo-a com os seus braços

Ela não pode resistir ao desejo de ser desejada

Ele teve certeza

Ela também

Ela se virou

Ele a beijou

Ela também

Ascenderam as luzes o parabéns acabou e todos  calados presenciaram o nascimento de uma paixão.

Que reze a vida

Um acidente mudando a vida do sequestrador do policial e da filha do governador. Que reze a vida http://migre.me/eff2u

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O gato e o “gato”.

"gato" -  no Brasil todas as meninas chamam os homens bonitos de "gato". Ainda nãos e sabe o porque!
 

Beatriz nunca gostou de gatos, sempre preferiu os cães. Mas por desejo de sua irmã mais nova, Ana Carolina que quis um gato. Então os seus pais trouxeram um gatinho pra casa. Para Beatriz aquele gatinho era pura birra de sua irmã e também uma prova de poder que ela mesma em sua tenra idade ia descobrindo possuir e ia se deliciando com isso. Ana Carolina tinha seis anos contras 17 de Beatriz.

 
Beatriz não se importou a principio, tinha outros pensamentos, e como sempre e gostava de fazer, ela despreza Ana Carolina e seu gatinho. Beatriz gostava de dormir, dormia muito, e enquanto dormia gostava de sonhar com os heróis de seus desejos. O vampiro romântico, o astro pop da banda exclusiva, o principie namoro o surfista do momento, o jogador de tal time e ator galã da novela de qualquer horário. Eram tantos em seu desejo povoando os seus sonhos.  Não, não na  escola ninguém era interessante tanto quanto os seus heróis. E nem ali no bairro havia algum menino interessante e atraente que merecesse sonhar com ele. E assim curtia os seus sonhos.

 Ana, não sabia dos sonhos de sua irmã, mas desconfiava de que alguma coisa de bom muito bom a fazia dormir tanto. E por saber de seu poder Ana quis atrair a atenção da irmã. Então levou o seu gatinho pra cama no mesmo quarto que dividia com a irmã. Deixou-o lá miando e miando ecoando irritantemente o seu miado enquanto Beatriz dormia.

Beatriz enfurecida acordou e gritou com Ana Carolina, brigou com ela, e com o gato.

- Mas o quarto é meu também!

-Eu cheguei primeiro você veio de enxerida. – gritou Beatriz.

- Meu Deus do céu! Eu não sei quem é mais infantil aqui! - disse a sua mãe.

 
Ana Carolina chorava, mas sabia que tinha poder. Então tomou o seu gatinho novamente e o levou para o quarto e ele novamente miou e acordava Beatriz. Ela então acordou irritada mais uma vez de seus sonhos interrompidos e brigou com Ana Carolina e seu gatinho. E por final trancou a porta. Ana Carolina não se conformou e começou a bater na porta.

E como toda mãe e mediadora da paz ou tenta dentro de um lar. Tomou Ana Carolina no colo e seu gatinho e os levou passear na praça. Ana Carolina não conformava e sabia que tinha que conquistar o seu quarto e assim quando voltaram da praça.
Beatriz que já havia acordado e se preparava par ir para escola, sorriu vitoriosa para Ana Carolina que se sentiu derrotada e não querendo perder a parada esperou o outro dia para se vingar.

E assim a guerra continuou. E com o tempo o gatinho cresceu e nenhuma das duas irmãs ganhou a guerra, apenas o gato que puxou simpatia por Beatriz. Sabe-se lá o que um gato sabe mais do que a gente sobre uma pessoa.  E com seu chamego passou querer dormir com Beatriz em sua cama. Ele aparecia todas as noites e amaciava o seu canto na cama e quando Beatriz chegava ele estava ali dormindo. Ela o tirava, mas durante a noite ele voltava pacientemente.

 E foi numa manhã irritada com o gato sobre o seu corpo e lhe acordando de seus sonhos com os heróis de seus desejos que Beatriz pegou o gato pelo cangote sobre o protesto de Ana Carolina e saiu porta afora para ir jogar o gato na rua. Ana Carolina vinha atrás protestando sem que Beatriz parasse um segundo para lhe dar atenção. E quando pisou na área externa da casa e abriu o portão para jogar o gato, Beatriz tomou um susto. Um susto que a fez parar e perder o folego. A sua frente estalando a Tv a cabo estava o homem mais lindo que já viu.

 
Ele sorriu com admiração para Beatriz que não disse nada, mas sentiu a sua presença a sua existência abalar de  tudo que sabia até então da vida.
Ana Carolina veio logo atrás e tomou o gato da irmã.
Beatriz deu o gato a Ana Carolina e respirou fundo. De agora em diante nunca mais iria brigar com aquele gato. Graças a ele pode conhecer o gato de sua vida.

 
O rapaz da Tv a cabo então se aproximou e pediu algumas informações para instalar a tv a cabo. Beatriz abriu o portão e deixou-o entrar para instalar a TV. Ele gostou de Beatriz assim que a viu com o gato na mão.
E Ana Carolina, sabia que teria muito para irritar a sua irmã. Graças ao seu gatinho.

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pessoas x pessoas


Pessoas

 

Pessoas são pessoas

Algumas pessoas não sabem que são pessoas

Outras se esquecem de que são pessoas

E têm as que não consideram pessoas algumas pessoas.

E por alguma razão algumas pessoas deixaram de serem pessoas

Enquanto outras passaram a entender mais as pessoas.  
Sempre haverá pessoas querendo outras pessoas,
E pessoas evitando certas pessoas.

Alguns se sentem mais pessoas do que as outras pessoas,
 e sabiamente há os que sabem que toda pessoas é uma pessoa.

Mas como a vida é livre, e tem os seus truques,
 E por final Algumas pessoas desistiram de serem pessoas para deliciosamente serem elas próprias.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ventos Secretos


Ventos secretos.

 

Os ventos são mensageiros do aroma.

Trazem para o ser o aroma do outro ser. E somente para o que estiver em busca desse ser.

O vento sopra, diz o quanto o outro te espera e se espera é por que sabe o quanto cabe em sua vida e a vida dele na sua.

Os ventos agem secretamente, não é todo aroma que chega a todo ser.

Somente o aroma daquele que deseja e quer o outro ser.  

Os ventos são uma mãozinha dos deuses para o amor...

Um pequeno e carinhoso sopro

Para dizer que há sim a possibilidade do amor por ai, em algum lugar nessa cidade, nesse mundo, dentro de você.  

E por ser secreto,

 Somente ao destinatário certo o aroma certo ira compor o mesmo sentimento entre os dois seres que usufruírem o mesmo vento.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A surpresa

Quando entrou correndo na biblioteca fugindo dos fiscais da prefeitura, Mariana que sempre teve muito dó de si mesma e trazia nos olhos o amargo de seu destino em que aceitou ser uma vendedora ambulante, se deu conta que havia outros mundos. Naquele dia não buscou nenhum livro, estava carregada de uma mochila com produtos que teria que vender.

Porque será que todos dizem que é bom ler!

Ela que não se dava esse tempo, aceitou a curiosidade e voltou outro dia.

Ao entrar na biblioteca então, sem a mochila com os produtos pra vender, foi seguindo a sua curiosidade e indo a busca de alguns títulos.

Mariana sabia ler, e se sabia ler porque não ler?

Há muitos livros!

Ah! Não vou ler não!

Desistiu.

Mas ao sair à curiosidade falava ainda! Então Mariana, voltou fez a inscrição e pegou um livro que devolveria em quinze dias.

E ao sentar-se no banco do trem de volta para a casa leu:

“Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada um à sua maneira.”

Nossa!

Mariana sentiu uma coisa estranha em seu pensamento, e consequentimente em seus sentimentos.  Ao ler a primeira frase do romance Ana Karênina de Leão Tosltói. De alguma maneira a vida dessa aristocrática russa não lhe cabia em sua vida e ao mesmo tempo pareciam iguais. Confuso! E mesmo assim continuou lendo. Achando ruim algumas vezes, difícil outras vezes, mas lendo.  E no final do romance viu que tinha muita de Ana, que os tempos eram outros, que os conceitos eram outros, mas que as pessoas essas são sempre as mesmas ou parecidas. E que algo bastante modificador havia tomado e lhe chacoalhado os seus pensamentos. Igual ao    trem  que a conduzia.

Ana Karênina sofreu por um romance, mas foi até o final.  Mariana soube que não era a única sofrendo nesse mundo. A experiência em ler a vida de Ana lhe deu um chão que a tirou de sua autopiedade e a fez com curiosidade e esperanças ir buscar mais e mais experiências na  biblioteca. Alimentar-se de outras vidas na literatura preencherem os vazios que conhecia e não conhecia dentro de si.  Foi tão bom que valeu a pena saber que a vida não é apenas a nossa dor, o nosso momento.
Afinal a vida é uma surpresa e outra e outra, e outra. Istó é , caso   você não se fechar em sua própria dor.