domingo, 7 de outubro de 2012

O poder do carinho....

Um dia de domingo...

A tinta lilás na única parede na cabeceira da cama deu uma extravagância ao dormitório que Priscila gostou principalmente porque não ficou carregado. As outras paredes foram pintadas de branco gelo e decorada com espelhos e “pinturas a guache” que ela comprou na Praça da República.
Os dois então se esticaram na cama. Exaustos daquele trabalho no domingo.
- Amor nem parece o nosso quarto. Tá quase pronto.
- Graças a Deus!  No próximo domingo estarei livre para descansar.Não aguento mais....
Priscila encontrou um tom de descontente em Felipe. E por um momento ficou em silêncio apenas olhando para ele. Ele parecia realmente cansado e até cochilou.
 
Alguns pensamentos então começaram a infernizar Priscila criando um descontente de Felipe com o casamento que Priscila foi alimentando.
“Será mesmo que ele está descontente comigo. Com o casamento.” – se perguntou.
Sutilmente se levantou, foi à cozinha e  quis chorar. “Acho que ele está descontente mesmo com  o casamento, comigo.” Priscila chorou  por uns breve segundos. E então se lembrou de seu poder de mulher, fêmea conquistadora. Voltou ao quarto, fechou as cortinas cuidadosamente e depois saiu e fechou a porta, deixando Felipe descansar.
 Foi para a cozinha e começou a fazer o bolo que Felipe mais gostava. Bolo de banana.  Fez com carinho e dedicação, experimentou varias vezes vendo se estava realmente bom.  Fez um café quente e deixou tudo numa mesa simples, mas com carinho.
Priscila acreditou em seu carinho, no poder de dar carinho. Priscila sabia que amava Felipe e que todo homem gosta de carinho e aconchego. O mundo não mudou quanto a isso e nunca vai mudar.
 
No final da tarde, Felipe acordou já descansado e foi até a cozinha  encontrou Priscila o esperando na cozinha com o bolo de banana, café fresco e um ar de paz e tranquila que  fez Felipe aproximar de Priscila  e toma-la numa abraço e num beijo demorado.
- Sabia que eu te amo...
- Sabia. – disse segura de si. O beijou também- Senta  é bolo de banana.
Felipe sentou e compartilhou com ela.
- Nossa, faz tempo que eu não comia...
- Também ando cansada.
Felipe olhou para ela.
- A gente tem trabalhado demais. É o nosso futuro. Deixa que domingo que vem eu faço o macarrão...
Priscila sorriu. Os dois sorriram.
- Se eu for promovido  vou ganhar  mais. E ai  a gente vai comer fora todo ...
- Não todo domingo não. E perder esse momento nos dois aqui.
Ele sorriu.
-Tá bom não tá.
-Tá. Bom demais....
- Daqui a pouco o seu Corinthians joga. Quero ver a lavada. – disse sorrindo, Priscila.
Felipe contra argumentou calmamente, mas sem pressa alguma.   O bolo estava bom de mais.  E depois de ter descansado e respeitado em seu momento, Felipe deliciava aquele bolo ao lado da mulher que não poderia ser outra.
- Final do ano a gente vai viajar. Que tal Paraty?
Priscila concordou. 
-Quer mais café! – Ela o serviu. Sentindo imenso prazer nisso.
Uma tarde simples confortável de carinhos vencendo os temores de uma briga e a qual Priscila soube transformar um pensamento negativo e uma atitude positiva.

Um "tombo" pode ser uma oportunidade.


Todo homem forte um dia cai. Todo homem cai, forte, fraco, indeciso autoconfiante... Todo homem cai. Cair não é uma tragédia, nem decepção e tão pouco um fracasso ou uma derrota que se possa carregar pesadamente para o resto da vida. http://migre.me/sHduv

Se você entender o seu tombo, e olhar para ele como uma experiência de vida. Apreendera a apurar os erros, analisar os pontos fracos, as suas atitudes e ações  e então saberá como caiu o porque  e  o que o levou a cair. E sabendo disso certamente torna-se mais forte, mais hábil. Aquela velha máxima é verdadeira. “Não se nasce sabendo”. E na verdade se leva uma vida inteira para se apreende e ainda saberemos que não sabemos muita coisa. Portanto conseguimos resolver nossos problemas quando o entendemos  e  com toda a verdade que somos capazes olhamos com muita sinceridade para nossas falhas que levou a aquele problema. As vezes não são falhas são necessidades.

Temos o velho hábito de culpar sempre o outro e o mundo pelos nossos problemas ou pelas nossas quedas.
Entender uma queda é ser sincero consigo mesmo e entender o seu limite.
Por tanto cair não é uma tragédia é uma oportunidade para crescer e ficar mais forte. Se você for sincero consigo mesmo.

Cai varias vezes nessa vida, e olhando para os meus tombos vi que em algumas vezes, eu me fiz de vítima e veio outro tombo. Mas quando fui sincero e encarei os meus limites e fraquezas e atitudes então pude corrigir o que tinha que ser corrigido e fortalecer o que havia para ser fortalecido. O que me fez mais forte e hábil, sinceramente.

Ainda dou alguns escorregões, mas tenho em mente analisar os meus atos e atitudes e ai retorno ao meu foco. E reconheço com humildade que tenho muito que apreender com os meus erros.