sábado, 29 de setembro de 2012

João, o gato e o Boxe


 
João nunca havia chegado tão longe em sua vida. Desde que se lembra sempre lhe disseram não, não para isso e aquilo. Não você não vai conseguir, é muito difícil, não é para gente de nossa como nós. João não tinha a beleza que todo querem, nem a inteligência que todos exigem. Entrou para o Boxe, apreendeu a lutar. A lutar não, apreendeu as técnicas da luta. Porque lutar era com ele, lutou a vida toda. E com as técnicas e os macetes e mumunhas fez-se campeão municipal, estadual e por fim três vezes o campeonato nacional.
Mas da última luta para cá João descobriu que não era aquele o seu mundo. Quer dizer foi o seu mundo e de algo que lhe aconteceu subitamente como se uma lamparina ascendesse em sua alma e clareando tudo que estava escuro. Tomou a coragem de deixar o Boxe.
-Mas como. – perguntou o mundo. – João você é promessa de nosso país para ganhar o campeonato internacional... João não faça isso, João não desista...
João desistiu. Não era o as pessoas, não era o país, nem o mundo que iria parar os seus sonhos. João que luto no ring apreendeu a lidar com os adversários e por lutar no dia a dia apreendeu a lidar com as pessoas.
E mesmo a decepção da mídia das pessoas e dos patrocinadores. João surpreendeu a todos com sua decisão. Foi uma lastima. João recebeu criticas, algumas severas e outras cruéis. Mas João não se importou.
Até que um repórter perguntou por que estava desistindo e o que iria fazer de sua vida.
João sorriu levemente.
- Na última luta que venci derrepente lutar perdeu a importância para mim. Foi assim num segundo quando desviei da direita carregada do adversário que me veio uma história em meus pensamentos.
-Uma história?
- A história de um menino que nunca teve nada na vida e um dia achou um gato. O menino alimento o gato, dividiu com ele a sua pouca comida, o seu colo a sua atenção e  seu amor. E como tudo  tem volta nessa vida, um dia esse gato correndo de um cão, fez o menino correr atrás dele  para salva-lo e ao tentar salvar o gato entrou numa academia de Boxe levando o menino com ele. E ao entrar nessa academia, o menino ganha experiência nome e fortuna para escrever essa história e tantas outras. O menino nunca quis ser um boxeador. O que o menino sempre sonhou na vida foi ser escritor. Você entendeu?  E o gato agora esta realizando o meu sonho.
O país as pessoas que fazem o país entenderam que haviam perdido um boxeador de primeira e vieram nascer um escritor que ainda estava começando a lutar em sua vida. João nunca ia deixar de ser um lutador.

Tempo somos nos quem o faz?


 
Dia desses conversando com um amigo de trabalho ele me deu uma luz. Sempre é bom conversarmos com as pessoas, elas certamente viveram experiências que não vivemos e tem outro ponto de vista que pode nos fazer melhorar o nosso ponto de vista.

Eu e esse meu amigo falávamos sobre o tempo, a sua falta como aproveitamos ou não. E por final ele me disse concluindo a conversa a seguinte frase.  http://migre.me/sHduv

“apreendemos que falta tempo pra fazer isso ou aquilo. Mas pra fazer isso ou aquilo basta apenas começar. O tempo quem o  faz somos nós”

Eu pensei em retrucar, e dizer que não era bem assim.

Ele então disse logo.

“Experimente. Comece a fazer algo que você queria e por achar que lhe falta tempo não fez. Comece a fazer e logo você vê que fez e não lhe faltou tempo.”

Bem foi o que eu fiz. E vi que ele tinha razão. O tempo quem o faz somos nós. Na maioria das vezes é claro.

Um breve pensar sobre os nossos Bairros.


 
Gosto de caminhar pelo Bairro e ver as casas e o que as pessoas fazem com elas. Algumas pintam, outras reformam outras plantam uma árvore de frente outras podam a árvore.

Algumas pessoas estão chegando outras se mudando.

A maioria fica e vamos entrelaçando  mais a amizade.

Sempre há aquele que gostamos mais, e outros que nem tanto.

Sempre há aqueles que se mudaram recentemente e parece que somos velhos amigos, e há aqueles que se foram e nunca sai de nosso convívio.

Os bairros são um micro cosmo, uma parte da cidade, do país do planeta.

As vezes desprezamos, ignoramos. Tolice, pois é no bairro que está a nossa casa, e que podemos voltar sempre e se sentir mais parte da tribo humana.

Na copa enfeitamos com as cores da pátria. Fazemos festas juninas e sempre estamos ajudando um ou outro.

Bairros é a versão urbana de nossas tribos ancestrais. Só caminhamos porque temos uma família, uma casa, moramos num bairro numa cidade num país, num planeta. E ai vai.

Fico imaginando se há bairros nas galáxias? Se não houver, acho que vamos saber um pouco mais de nossa solidão nessa amplitude cósmica.