domingo, 21 de outubro de 2012

A porta.


Rafael estendeu a sua mão e tentou novamente. Estava difícil demais abrir aquela porta. Virou a chave, tirou e  a colocou varias vezes e nada.
Sua avó observava atenta. E via o esforço de Rafael para abrir a porta. Viu também que ele já fazia beicinho querendo chorar.
 
Rafael tinha oito anos, e abrir aquela porta parecia uma guerra particular entre a sua capacidade e força e sabedoria e a total inexperiência da vida.
Rafael estava se sentindo derrotado.  Tirou a chave e olhou para a sua avó.
- Não abre. Não abre eu já tentei...
-Essa chave é dessa porta?
-É. O meu pai me deu.
-Às vezes a chave esta errada, não é dessa porta.
-Mas o meu pai me deu...
-Sim, mas ele pode ter se confundido, e pegou a chave errada.
-Mas o meu pai nunca erra.
-Eu não disse que errou. Eu disse que se confundiu. E todos nós nos confundimos.
Rafael não pode acreditar, queria muito pegar a bicicleta que ganhou e estava naquele quartinho de porta trecos. Olhou para a chave.
-Rafael se uma porta não abre é porque esta usando a chave errada.
-Acho mesmo que é a chave errada.
-Vê não precisa se desesperar.
-Mas é que eu queria tanto mostra a bicicleta pra  você vó. Eu até sonhei com ela... É ruim quando agente não consegue as coisas. Agora vamos ter que esperar o meu pai voltar do trabalho para ele dá a chave certa.
- E porque a gente não procura.
-Mas...
-Quando a gente quer mesmo uma coisa, temos que ir atrás. Fazer o melhor entende, e usar toda a nossa capacidade...
-Mas é que se eu for atrás eu acho que vou dizer que meu pai se enganou...
-Mas ele se enganou. E daí. Não deixa de ser seu pai. Deixa...
-Não.
-Rafael, nessa vida, a gente vai  encontrar  muitas chaves erradas em portas fechadas Alguém se confundiu em dar a chave certar. E pode ser também que a gente se confunde em pegar a chave certa ou que algumas dessas portas não são para a gente abrir.  Mas se você tiver um sonho, um desejo verdadeiro atrás dessa porta, como o seu desejo de me mostrar à bicicleta não vá ficar esperando alguém trazer a chave certa para você abrir a porta. Vá atrás dessa chave.
 
Aquelas palavras de sua avó lhe  arregalou os seus olhos, os seus sentidos, os seu desejo de lhe mostrar a bicicleta nova.  Foi com uma chave mágica abrindo um mundo de possibilidades.
Rafael não se cansou de procurar a chave certa até encontrar e minutos depois com um sorriso rasgando a rosto em sua vitória abriu a porta e pegou a bicicleta.
A sua avó era uma felicidade só, poderia morrer naquele instante que a felicidade havia lhe invadido a alma.  Afinal ensinou ao neto lutar pelos seus sonhos e desejos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O acordo de Eliana.

Eliana sabia que podia manter os dois em suas mãos. Para Roger nunca dizia que sim nem não. Para Ângelo sempre o enganava com um sim que queria dizer não.
Namorou Roger. Namorou Ângelo.  Mas queria mais era a sua vida, Eliana não tinha medo de sua vida, medo de viver. E por saber que estava viva e esses dois sempre como a uma sombra hora de dia hora de noite. Dia sim e outro também. Em sua casa, em seu trabalho e seu lazer. Não eles não a deixavam em paz. Estavam sempre lhe procurando por isso ou por aquilo. Mas sempre lhe procurando. Eliana então tomou uma atitude.
Quando começou a namorar Roger Eliana teve que varias vezes ir ao hospital porque Ângelo tentara alguma forma de chamar-lhe a atenção. E quando voltou com Ângelo era Roger que dava os seus escaldá-los.  A vida estava agitada sim, de uma forma ou de outra os relacionamentos não eram monótonos nem cansativos.
Mas enfim, havia a vida além dos dois que Eliana queria saborear.
Então sem dizer a um que gostava muito dele e ao outro também propôs um acordo:
Todas as terça e quinta- feira. Estaria com Ângelo. Segundas e quartas com Roger.
-Mas é as sexta feiras? – perguntou um
-Sábados  e os domingos? – perguntou o outro.
-Amores. Olha só. Sexta feira é dia de salão de beleza. Sábados é o meu dia de balada. E aos domingos é o meu dia de descanso.  Ok.
-Mas Eliana eu gosto muito de você, porque você...
-Olha só Roger. A gente tem que se dar um tempo pra ser feliz. Se eu não ficar feliz, não vou fazer vocês dois felizes. Ok. É o que tem. E  se quiser assim se não...
-Mas ficar com os dois? –  enfim perguntou Roger.
Eliana olhou para os dois com supremacia, dona de sua causa.
-Então me diga! Vocês conseguem viver sem mim?
-Eu aceito. – disse Ângelo. - É melhor ter dois dias da semana do que nenhum.
Roger aceitou também.
-Ótimo, e quem se comportar direitinho nesses dois dias ganha uma sábado por mês para ir comigo a uma balada. Ok.
Todos concordaram.
Acordo feito, Eliana não sabia por quanto tempo ia durar. Mas fosse o tempo que fosse, iria aproveitar.
Não é  algo para se acreditar. Mas é algo para se pensar.

domingo, 14 de outubro de 2012

A vida continua.

Janaina estava triste olhando para o nada, para algo distante, algo que se ia algo que perdeu. Estava debruçada no para peito da janela de seu quarto. A tristeza era tanta que o Mi o seu gato, se incomodou e foi para a cozinha.
Janaina parecia ver o fim de tudo se aproximando, algo assustador dolorida de mais, então fechou os olhos e abriu repentinamente antes que a primeira lágrima caísse. Ouviu uma voz estridente, sacudindo a tudo.
Era o seu pai.
- Filha.
Ela enxugou as lágrimas rapidamente. E virou-se para ele.
- Janaina, senta aqui vamos conversar. Eu sei que tá pesado demais. Tudo de uma vez né.
-Pai... – Ela não se conteve se desabou nos ombros de seu pai. Chorou por alguns longos minutos. Minutos que ia esvaziando os sentimentos de dor perda, e rejeição que haviam se acumulado nos últimos dias.

Há dois meses, Janaina perdeu a sua mãe num acidente de carro. Há uma semana terminou com namoro de cinco anos, e ontem foi reprovada num vestibular. Tava muito pesado para Janaina.

Seu pai sentia muito por ela, sentia pela perda de esposa. Sentia pelos filhos que teria que criar. Mas sabia que agora, todos dependeriam muito dele, muito mais do que até ali foi capaz de se dar. Ele chorou o que tinha que chorar, sentiu a dor que tinha que sentir. Mas agora para o bem da família não poderia mais se dar ao luxo de sofrer. Teria que estar sempre em pé, sempre forte para todos. E não sabia onde, mas de alguma forma descobriu isso dentro de si.  Abraçou Janaina demoradamente. E por mais alguns minutos a deixou chorar, chorar, chorar... Até as lágrimas acabarem naquele momento. Ele a olhou  com carinho de pai, mas com uma firmeza de vencedor.
- Ei, eu sei que dói. Mas não a impede de tocar a vida.
- Pai, eu não to com forças...
- Eu to aqui. Tenho força para nós dois, mas se entregar a dor não vai te levar muito longe.
-Eu não quero ir muito longe. Eu quero a minha vida de dois meses atrás.
-Janaina. É a vida, Ela é assim. Surpreende-nos sempre. Às vezes está tudo bem. Derrepente tudo muda.  E eu não seria esse cara que agora te da força se não tivesse passado por tantos dissabores antes.
- Não é justo...
-Não se trata de justiça. Trata-se da vida..E ela se move diferente do que queremos. Mas eu te garanto, sempre estamos ficando mais fortes, mais vivos, mas  admiradores da vida.
-Mas dói...
- Sim dói. E vai doer. E não tenha medo de sentir essa dor. Mas não entregue a ela. Ouça Janaina. A sua mãe estará dentro de nós, não tem volta. O seu namorado, ah você pode encontrar outro. Acabou o sentimento dele por você, não é culpa dele. Lembra quando você terminou com o outro e não havia quem a fizesse ficar com ele?  Quanto a vestibular, estude mais do próximo e estudando mais você terá mais conteúdo para enfrentar esse e outros vestibulares.  Como vê você pode seguir enfrente apesar dos problemas, do destino, e de tudo mais. Lá na frente você vai olhar para esse momento e ver o quanto está mais forte. Mais sabia, mais intima da vida.
-Pode ser. Mas a gente tem que sofrer para apreender.
-A gente quer o mais fácil, o menos doloroso sempre. A vida não enxergar assim.
-Entendi.
-Vem, vamos pegar o seus irmãos e vamos à casa da sua tia. Ela tá dando uma pizzisada hoje.
Janaina sorriu. Não tem jeito à vida continua. Sempre continua.

Mix.


 

O vermelho sangra

O azul cicatriza

O amarelo engana

O verde verdana

domingo, 7 de outubro de 2012

O poder do carinho....

Um dia de domingo...

A tinta lilás na única parede na cabeceira da cama deu uma extravagância ao dormitório que Priscila gostou principalmente porque não ficou carregado. As outras paredes foram pintadas de branco gelo e decorada com espelhos e “pinturas a guache” que ela comprou na Praça da República.
Os dois então se esticaram na cama. Exaustos daquele trabalho no domingo.
- Amor nem parece o nosso quarto. Tá quase pronto.
- Graças a Deus!  No próximo domingo estarei livre para descansar.Não aguento mais....
Priscila encontrou um tom de descontente em Felipe. E por um momento ficou em silêncio apenas olhando para ele. Ele parecia realmente cansado e até cochilou.
 
Alguns pensamentos então começaram a infernizar Priscila criando um descontente de Felipe com o casamento que Priscila foi alimentando.
“Será mesmo que ele está descontente comigo. Com o casamento.” – se perguntou.
Sutilmente se levantou, foi à cozinha e  quis chorar. “Acho que ele está descontente mesmo com  o casamento, comigo.” Priscila chorou  por uns breve segundos. E então se lembrou de seu poder de mulher, fêmea conquistadora. Voltou ao quarto, fechou as cortinas cuidadosamente e depois saiu e fechou a porta, deixando Felipe descansar.
 Foi para a cozinha e começou a fazer o bolo que Felipe mais gostava. Bolo de banana.  Fez com carinho e dedicação, experimentou varias vezes vendo se estava realmente bom.  Fez um café quente e deixou tudo numa mesa simples, mas com carinho.
Priscila acreditou em seu carinho, no poder de dar carinho. Priscila sabia que amava Felipe e que todo homem gosta de carinho e aconchego. O mundo não mudou quanto a isso e nunca vai mudar.
 
No final da tarde, Felipe acordou já descansado e foi até a cozinha  encontrou Priscila o esperando na cozinha com o bolo de banana, café fresco e um ar de paz e tranquila que  fez Felipe aproximar de Priscila  e toma-la numa abraço e num beijo demorado.
- Sabia que eu te amo...
- Sabia. – disse segura de si. O beijou também- Senta  é bolo de banana.
Felipe sentou e compartilhou com ela.
- Nossa, faz tempo que eu não comia...
- Também ando cansada.
Felipe olhou para ela.
- A gente tem trabalhado demais. É o nosso futuro. Deixa que domingo que vem eu faço o macarrão...
Priscila sorriu. Os dois sorriram.
- Se eu for promovido  vou ganhar  mais. E ai  a gente vai comer fora todo ...
- Não todo domingo não. E perder esse momento nos dois aqui.
Ele sorriu.
-Tá bom não tá.
-Tá. Bom demais....
- Daqui a pouco o seu Corinthians joga. Quero ver a lavada. – disse sorrindo, Priscila.
Felipe contra argumentou calmamente, mas sem pressa alguma.   O bolo estava bom de mais.  E depois de ter descansado e respeitado em seu momento, Felipe deliciava aquele bolo ao lado da mulher que não poderia ser outra.
- Final do ano a gente vai viajar. Que tal Paraty?
Priscila concordou. 
-Quer mais café! – Ela o serviu. Sentindo imenso prazer nisso.
Uma tarde simples confortável de carinhos vencendo os temores de uma briga e a qual Priscila soube transformar um pensamento negativo e uma atitude positiva.

Um "tombo" pode ser uma oportunidade.


Todo homem forte um dia cai. Todo homem cai, forte, fraco, indeciso autoconfiante... Todo homem cai. Cair não é uma tragédia, nem decepção e tão pouco um fracasso ou uma derrota que se possa carregar pesadamente para o resto da vida. http://migre.me/sHduv

Se você entender o seu tombo, e olhar para ele como uma experiência de vida. Apreendera a apurar os erros, analisar os pontos fracos, as suas atitudes e ações  e então saberá como caiu o porque  e  o que o levou a cair. E sabendo disso certamente torna-se mais forte, mais hábil. Aquela velha máxima é verdadeira. “Não se nasce sabendo”. E na verdade se leva uma vida inteira para se apreende e ainda saberemos que não sabemos muita coisa. Portanto conseguimos resolver nossos problemas quando o entendemos  e  com toda a verdade que somos capazes olhamos com muita sinceridade para nossas falhas que levou a aquele problema. As vezes não são falhas são necessidades.

Temos o velho hábito de culpar sempre o outro e o mundo pelos nossos problemas ou pelas nossas quedas.
Entender uma queda é ser sincero consigo mesmo e entender o seu limite.
Por tanto cair não é uma tragédia é uma oportunidade para crescer e ficar mais forte. Se você for sincero consigo mesmo.

Cai varias vezes nessa vida, e olhando para os meus tombos vi que em algumas vezes, eu me fiz de vítima e veio outro tombo. Mas quando fui sincero e encarei os meus limites e fraquezas e atitudes então pude corrigir o que tinha que ser corrigido e fortalecer o que havia para ser fortalecido. O que me fez mais forte e hábil, sinceramente.

Ainda dou alguns escorregões, mas tenho em mente analisar os meus atos e atitudes e ai retorno ao meu foco. E reconheço com humildade que tenho muito que apreender com os meus erros.

sábado, 29 de setembro de 2012

João, o gato e o Boxe


 
João nunca havia chegado tão longe em sua vida. Desde que se lembra sempre lhe disseram não, não para isso e aquilo. Não você não vai conseguir, é muito difícil, não é para gente de nossa como nós. João não tinha a beleza que todo querem, nem a inteligência que todos exigem. Entrou para o Boxe, apreendeu a lutar. A lutar não, apreendeu as técnicas da luta. Porque lutar era com ele, lutou a vida toda. E com as técnicas e os macetes e mumunhas fez-se campeão municipal, estadual e por fim três vezes o campeonato nacional.
Mas da última luta para cá João descobriu que não era aquele o seu mundo. Quer dizer foi o seu mundo e de algo que lhe aconteceu subitamente como se uma lamparina ascendesse em sua alma e clareando tudo que estava escuro. Tomou a coragem de deixar o Boxe.
-Mas como. – perguntou o mundo. – João você é promessa de nosso país para ganhar o campeonato internacional... João não faça isso, João não desista...
João desistiu. Não era o as pessoas, não era o país, nem o mundo que iria parar os seus sonhos. João que luto no ring apreendeu a lidar com os adversários e por lutar no dia a dia apreendeu a lidar com as pessoas.
E mesmo a decepção da mídia das pessoas e dos patrocinadores. João surpreendeu a todos com sua decisão. Foi uma lastima. João recebeu criticas, algumas severas e outras cruéis. Mas João não se importou.
Até que um repórter perguntou por que estava desistindo e o que iria fazer de sua vida.
João sorriu levemente.
- Na última luta que venci derrepente lutar perdeu a importância para mim. Foi assim num segundo quando desviei da direita carregada do adversário que me veio uma história em meus pensamentos.
-Uma história?
- A história de um menino que nunca teve nada na vida e um dia achou um gato. O menino alimento o gato, dividiu com ele a sua pouca comida, o seu colo a sua atenção e  seu amor. E como tudo  tem volta nessa vida, um dia esse gato correndo de um cão, fez o menino correr atrás dele  para salva-lo e ao tentar salvar o gato entrou numa academia de Boxe levando o menino com ele. E ao entrar nessa academia, o menino ganha experiência nome e fortuna para escrever essa história e tantas outras. O menino nunca quis ser um boxeador. O que o menino sempre sonhou na vida foi ser escritor. Você entendeu?  E o gato agora esta realizando o meu sonho.
O país as pessoas que fazem o país entenderam que haviam perdido um boxeador de primeira e vieram nascer um escritor que ainda estava começando a lutar em sua vida. João nunca ia deixar de ser um lutador.

Tempo somos nos quem o faz?


 
Dia desses conversando com um amigo de trabalho ele me deu uma luz. Sempre é bom conversarmos com as pessoas, elas certamente viveram experiências que não vivemos e tem outro ponto de vista que pode nos fazer melhorar o nosso ponto de vista.

Eu e esse meu amigo falávamos sobre o tempo, a sua falta como aproveitamos ou não. E por final ele me disse concluindo a conversa a seguinte frase.  http://migre.me/sHduv

“apreendemos que falta tempo pra fazer isso ou aquilo. Mas pra fazer isso ou aquilo basta apenas começar. O tempo quem o  faz somos nós”

Eu pensei em retrucar, e dizer que não era bem assim.

Ele então disse logo.

“Experimente. Comece a fazer algo que você queria e por achar que lhe falta tempo não fez. Comece a fazer e logo você vê que fez e não lhe faltou tempo.”

Bem foi o que eu fiz. E vi que ele tinha razão. O tempo quem o faz somos nós. Na maioria das vezes é claro.

Um breve pensar sobre os nossos Bairros.


 
Gosto de caminhar pelo Bairro e ver as casas e o que as pessoas fazem com elas. Algumas pintam, outras reformam outras plantam uma árvore de frente outras podam a árvore.

Algumas pessoas estão chegando outras se mudando.

A maioria fica e vamos entrelaçando  mais a amizade.

Sempre há aquele que gostamos mais, e outros que nem tanto.

Sempre há aqueles que se mudaram recentemente e parece que somos velhos amigos, e há aqueles que se foram e nunca sai de nosso convívio.

Os bairros são um micro cosmo, uma parte da cidade, do país do planeta.

As vezes desprezamos, ignoramos. Tolice, pois é no bairro que está a nossa casa, e que podemos voltar sempre e se sentir mais parte da tribo humana.

Na copa enfeitamos com as cores da pátria. Fazemos festas juninas e sempre estamos ajudando um ou outro.

Bairros é a versão urbana de nossas tribos ancestrais. Só caminhamos porque temos uma família, uma casa, moramos num bairro numa cidade num país, num planeta. E ai vai.

Fico imaginando se há bairros nas galáxias? Se não houver, acho que vamos saber um pouco mais de nossa solidão nessa amplitude cósmica.

domingo, 23 de setembro de 2012

Sintonizar, é determinante para o sucesso profissional e pessoal.


Sempre ignoramos e desprezamos o que não podemos ver. Não estou falando de fantasmas, mas de pensamentos e como somos frutos dele e  nossos resultados tanto para o bem quanto para o mal, veem de como lidamos com os nossos pensamentos.

O fato é que por experiência própria levarei por toda a minha vida essa lição de que o pensamento interfere sim em nosso desempenho profissional, em nossas relações pessoais, e em nossa saúde.

 

Quem consegue se sentir bem com stress? Que dieta resiste à ansiedade e o desespero causado pelo stress?

E sem perceber a gente se envolve com o pensamento estressado do outro. E toda vez que estamos mal, com pensamentos ruins, eles abrem portas para outros pensamentos ruins sintonizarem-se e chegar até nós.

 

Eu tive varias experiências nesses sentindo. E que me custo algum preço nada sério, mas foi de real valia para mim porque apreendi o valor do pensamento. Seja negativo ou positivo.

 

Assim hoje sempre pondero em não entrar pelo caminho do desespero, no medo excessivo, do ódio para com o outro, da ira, porque se eu cultivar esses pensamentos ligará o botão que sintonizara outros iguais a esses pensamentos e num determinado momento eles sintonizados atuaram em minha vida.

 

Compreender a situação, buscar novas alternativas, acreditar em si e se possível mudar de emprego, de parceiro, de cidade. Talvez medidas drásticas, mas que evitara alguma pequena tragédia em sua vida. Ou tragédia maior.  http://migre.me/sHduv

 

Sintonize-se sempre com os seus objetivos, sonhos, e amores de sua vida, real amizades e vera que encontrará forças mais e mais para continuar a caminhar.

 

Não se trata de uma promessa de paraíso, mesmo porque problemas são inevitáveis à solução é que pode determinar o seu sucesso.

 

Também não sou religioso, nem filosofo, estou relatando apenas uma experiência de vida, uma lição que me é útil sempre. 

 

 

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cinco minutos.

Ao alimentar pequenos problemas eles se tornam grandes problemas.
Somente quando fechei os olhos e respirei fundo a minha alma se acalmou. Então veio a serenidade e com ela, a compreensão de que o outro também é uma alma. Uma alma tão igual e importante como a minha. E nessa calma de alma podendo me ver, encontrei as minhas necessidades, os meus desejos e sonhos.
E também encontrei os meus medos, e com os meus medos os meus ódios e as minhas iras.  Todos expostos e prontos para eu toma-los assim como a um supermercado onde se pode escolher o que levar pra casa.
Eu poderia escolher o ódio, e me vingar  e alimentar esse ódio que me levaria mais ódio e muito de minha vida.
Eu poderia escolher também a minha compaixão e dizer que estava tudo bem. E deixar pra lá.
Mas entre o ódio e a compaixão escolhi a razão. Porque compreendia que a alma de Alfredo  tinha também os seus desejos e sentimentos e sonhos e tudo o mais.
E lhe disse.
- Alfredo, você deseja o que?
- Como assim?
- Você deseja brigar por coisas pequenas ao invés de incentivar mais produtividade de seu setor e bater as suas metas.
- Mas Elem chegou 5 minutos atrasada?
- E você perguntou o por quê?
- Não tem importância.
- Claro que tem. Elem é excelente no que faz, deve ter  os seus problemas.
- Todos têm problemas, e cinco minutos aqui cinco minutos ali.
- Então, já faz dez minutos que estamos discutimos os cinco minutos atrasados de Elem, ao invés de estar discutindo e desenvolvendo estratégia para atingir as nossas metas. O que você quer afinal?
Alfredo silenciou-se. E depois me olhou perdido como alguém que acaba de cair na real.
- Entendi. – me disse, se desculpo e saiu para resolver o que tinha que resolver. Deixou Elem voltar ao seu trabalho não lhe deu advertência e naquele dia Elem fechouas suas vendas de sempre. Ela afinal sentiu que não seria punida por cinco minutos atrasada. Sentiu que a empresa lhe era familiar.
E acho que Alfredo entendeu que pequenas coisas são pequenas coisas, e se dermos importância para elas certamente se tornam grandes problemas.
Se Elem tivesse voltado para casa como ele queria, por cinco minutos atrasados, não teria fechada as vendas que somente ela fecharia.
Entender as necessidades do outros os seus problemas certamente nos dá bom resultados tanto profissionais como pessoal.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os nossos limites.



Nossos limites.

Limites

Cada ser tem o seu limite, e entender esse limite é o sucesso de qualquer relação.

Para Alguns talvez seja uma frase desconcertante, e que outros não irão concorda.

Limite parece algo de derrotado. Limite não é nada comunista nem capitalista.

Limites são para fracos, não para vencedores.

Limites é coisa de gente que não é esforçada; limite é coisa de vagabundo.

Essas são algumas considerações que ouvi durante parte de minha vida sobre limites. O limite de cada um de nós em cada ou toda área e situações de nossas vidas.

Porém, vamos pensar.

Se não conhecemos os nossos limites como então vamos transpô-los.

Quer fracasso maior do que não conhecer os próprios limites?

 E não conhecer os próprios limites, sim é sim coisa de quem entregou o jogo ou se conformou com o seu limite.

Todo atleta só consegue superar os seus limites porque sabem quais são os seus limites.

As pessoas que conseguiram deixar o vício do álcool do cigarro e das drogas reconheceram humildemente que tinham limites com os seus vícios e por isso precisavam vencer.

Reconhecer os próprios limites que se encontra e entender  se trata de uma oportunidade para novos voos. Um esforço que lhe dá conhecimento e técnica para vencer e assim conquistar novos limites.

Pense em seu limite, entenda o seu limite e faça com ele o que lhe cabe.

 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Poeiras.

Para muitos poeiras é algo incômodo que causa alergia e irritações nasais.
Mas a poeira pior  é a que infiltra em nossos conceitos e revela o ódio e ira contra o outro.

Dias desses “seletando” os canais da TV aberta, vi um desses caras que ganham dinheiro empobrecendo almas com conceitos religioso financeiros e que entre um versículo e outro ele semeia o ódio entre as pessoas, como fez Hitler e outros monstros humanos.

Sempre pregam contra os sábios, porque Daniel matou 300 sábios. Sempre pregam contras as demais religiões, porque Deus é um só e Deus não gosta de outras religiões. E como íntimos de Deus, sempre sabem o que Deus está pensando. Falam assim, rapidamente, como uma poeira deixando a sua partícula de ódio nas pessoas. Pessoas tão incultas e esfomeadas de fé, que um dia talvez podem vir a  acreditar nesse ódio.

E no final esses caras íntimos de Deus sempre mostram a conta bancaria para depositar a grana o dizimo tão sagrado para eles.
O meu medo é que essas poeiras, um dia se tornam tempestades como o nazismo que era apenas uma poerinha no começo e o qual  poucos acreditavam .

Outras poeiras porem podem nos alimentar de esperança e nos salvar de tempestades.
Como partículas de poeira acredito existir em cada pessoa uma tendência a não fazer mal ao outro, mas compreende-lo. Ainda que pequena em alguns e grande em outros. A história prova isso, com grandes homens que salvaram milhões de pessoas ou apenas uma pessoa; Ou pessoas que até hoje nem mesmo sabemos o seu nome, nunca foi mencionada na história, mas que salvou e ajudou tantas outras. Assim como compreendeu e entendeu a sua diferença e a diferença do outro nessa vida.

Por isso cuidado quando tirar as poeiras de sua alma. Cuidado para não tirar as poeiras do bem e deixar somente aquelas que farão sua vida uma tempestade.

domingo, 12 de agosto de 2012

Começar

 
O foco pode ser mil e não apenas um.
Começar.
 
Começar é uma palavra, um termo mais precisamente que vem me chamando a atenção ultimamente.
É que tenho encontrado pessoas de todas as idades, dispostas e postas a começar uma “boa briga” para conquistar desejos e sonhos.
Algumas estão investindo em novo talento, deixando a carreia de até então para trás e realizando-se em algo que descobriu ser a sua.
Outras começando uma nova etapa depois de um casamento pra lá de passado e ficou no passado.
Há ainda aquelas que estão até mesmo trocando de país. Como alguns amigos que fez vindo da Europa e se estabelecendo aqui.
São todas pessoas corajosas e que acreditam em sim, e na oportunidade de começar, recomeça, seja lá o termo.
Confesso que sentado no rabo do meu conforto, relutei em aceitar a mudança de foco dessas pessoas. Mas que presunção a minha.
Quem disse que estou certo, confortável e sábio o tempo todo.
Claro que sou como todos, e sentado em minhas próprias conquistas achei que estava bom que era tudo o que tinha que ser feito; que fiz a minha parte nessa vida.
E embalado pelo ar novo dessas pessoas que conheci que está começando algo novo, sentimentos novos, país novo. Olhei para mim e vi que estava ficando anacrônico.
Algumas pessoas não querem mudar por medo. Medo de perder o que conquistaram, não aceita o novo, nem que o foco pode ser mil e não apenas um. O que leva muitos ao fracasso, a falência de sua empresa e relacionamentos.
 Alguns países estão vivendo isso hoje, estão em crises ou em guerra. Algumas empresas estão falindo sendo passadas, algumas de ponta que nem mesmo se firmaram ainda parecem empresas do passado porque não sabem olhar para as necessidades das pessoas. Que o foco é mil e não um.
Mas muitas pessoas estão começando, recomeçando novas esperanças, novos sonhos, novos sentimentos, novas ideias, novas empresas e novos países.
A vida se renovando, a vida começando outro começo.
E eu que me levantei do meu rabo pesado do que conquistei do meu medo de perder o que conquistei, de meu conforto, estou começando outra vez.



 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Alma



Tente não se enganar.

Esqueci-me algumas vezes de que tenho uma alma e essa alma tem um mundo de sentimentos e desejos.

Às vezes sentimentos que não consigo expressar. Outras vezes sentimentos que expresso.

Às vezes desejos que nego. Outras vezes desejos que desconheço.

Às vezes desejos e sentimentos se unem e se tornam sonhos.
Outras vezes esperanças. Algumas vezes já senti desesperanças.
 
Outras vezes tive pesadelos e foi justamente quando me esqueci de que tinha uma alma
 

domingo, 5 de agosto de 2012

" A alegria e o amor são as duas grandes asas para os grandes feitos"

                            ( Johan Wolfgang Vom Goeth)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma boa conversa com a avó.


Lembro-me sempre, e nunca vou esquecer-me da última conversa que tive com a minha avó. Ela morreu aos 94 anos e muito lúcida.

Falávamos de trivialidades quando a conversa veio para um tom mais filosófico:

A minha avó como a grande maioria desse país foi imigrante. E deixou a sua terra natal, Portugal, ainda menina as 13 anos.

Ela sentiu medo, muito medo de vir para uma terra nova, desconhecida para ela. Mesmo estando ao lado de sua família.

“Tive medo, mas tive que vir” – me disse ela. E lá ela deixou amigos, parentes, sabores e aromas.

“Não tinha outro jeito, tinha que acompanhar os meus pais”

Ela não me pareceu ressentida.

“foi um medo grande, inclusive um medo em entrar no imenso navio e por dias somente ver o mar”.

“Eu tive que enfrentar esse medo, e comecei a apreender que não vida não adianta muito a gente ter medo, o que tiver que acontecer vai acontecer mesmo”.

“Eu estava com medo, o meu pai não. Acho que ele veio sem medo por que enfrentou o medo de deixar a sua terra. Ele tinha mais medo que morrêssemos de fome. É que naqueles dias a Europa estava em guerra, todo mundo sofria e o Brasil parecia o paraíso”.

“E fui apreendendo que podemos sentir medo, mas medos após medo às coisas vão acontecendo”. E então faça o que tem que ser feito o que desejar. Medo à gente vai sentir mesmo. E daí a vida não tá nem ai para os nossos medos. E com ou sem medo, viemos para o Brasil e aqui eu me casei, crie 10 filhos netos e fui feliz. Apreendi que medo é apenas medo.

E com o tempo em minha vida, as palavras de minha avó foram se confirmando. Besteira ter medo. Temos que seguir enfrente.