segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma evolução.

Uma evolução.


Ao tomar o ônibus de voltar para a casa, ouvi esse velho assunto ser levantado novamente. Juro para vocês que acreditava ser um assunto fora do  discurso do dia a dia das pessoas. Tanta coisa importante a ser pensada. O aquecimento global, a epidemia de câncer, violência, carreira profissional. Ou os assuntos metafísico,  existencialistas e filosóficos como céu e inferno, Deus existe ou não. De onde viemos e para onde vamos. E porque estamos aqui.  Assuntos mais importantes do que uma simples membrana na vagina  onde qualifica apenas se a mulher  transou ou não.
Eu sorri, se todos os problemas do mundo fossem esse tava bom.
Como fui leviano. - Pensei depois.
A verdade é que eram dois pais, preocupados com a suas filhas. Não estavam preocupados  com a virgindade delas, mas sim que não engravidassem e deixassem de estudar.
Eram dois homens, preocupados com as suas filhas, a sobrevivência delas, o bem estar a segurança de um futuro  menos sofrido, mais confortável. Não apenas o simples selinho para se casarem  e dependerem do marido.
E essa é uma grande evolução. Os homens estão deixando de ser apenas os homens. Estão preocupados com a família, mesmo que separados, héteros, gays, assexuados estão preocupados com os filhos. Com a família. Uma nova geração de homens esta vindo ai, se afirmando, sabendo que a mulher tem o seu espaço na sociedade, no mercado de trabalho.  E por isso esses dois pais estavam preocupados com o futuro de suas filhas, que estudasse e se formassem.A virgindade delas deixaram claro era a última questão que estavam levantando. Sábios de que não se pode parar a roda da vida e suas mudanças.
As vezes as noticias não são animadoras: Gravidez na adolescência, prostituição infantil, drogas, crimes,  futilidades. Tudo isso existe em nossa sociedade, que nos deixa sem esperança com medo. 
Mas ao ver esses dois pais conversando, entendi que mudanças estão acontecendo, que a responsabilidade de um ser para com o outro existe.
Precisamos driblar o medo e a desesperança. Talvez, não sei ao certo, se compreendêssemos mais, se conversássemos mais. E também se ouvíssemos mais. Como eu fiz. Estar aberto ao mundo nos faz crescer. A vida é constante uma sequências de dias e noites que nos traz novas oportunidades, desafios, realizações. E as vezes um momento num ônibus, pode lhe dar mais esperanças.