domingo, 23 de outubro de 2011

A luz de um olhar.



A luz que bateu em seu olhar, nunca mais me fez o mesmo.
Me perdi na situação de não te-la ao meu lado,em minha vida e corri atrás para encontra-la , me apresentar e dizer que seu olhar parecia tão meu, tão velho conhecido em minha alma.
Não a encontrei, e insistia em mim aquele olhar, o procurava em todos os lugares, em todas a mulheres.
E o encontrava somente em meus pensamentos.
E não o encontrando desisti, e voltei a insistir em minha vida.
Descobrindo que cada mulher, tem um olhar que conforme a luz de sua alma em sintonia com a alma dela,pode ter cegar ou desperta para sempre o que é um olhar vindo da alma.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O grande Mário Quintana



  • "Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove - não poderão ir para o Céu! Lá faz sempre bom tempo..."

  • "Opinião só não muda quem não tem."

    "O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você."


    "O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente." 

    "Se alguém te perguntar o quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo.."

    " Não faças de tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passa-ló a limpo"


  • quinta-feira, 20 de outubro de 2011

    O conforto de uma situação ruim!

    Porque é para muitos tão difícil se livrar de uma situação ruim?

    É uma pergunta que devemos fazer, ou se já não a  fizemos em uma determinada época de nossas vidas.
    Eu me fiz essa pergunta num momento de minha vida em que não conseguia, me livrar de um relacionamento duro, seco, escuro. Não sei dizer de quem é a culpa: Minha ou dela; de Júpiter que estava na casa astral de Vénus; Do aquecimento Global. Sei-lá! Mas o fato era que não nos dávamos bem.  Quando não era alguma discussão era aquela indiferença do dia a dia, das pequenas coisas que nos irrita,  nos magoa e transforma a vida da gente num composto químico amargo, sem cor e aroma.

    E por não conseguir me dar bem com ela, eu levava esse  caos para as demais áreas de minha vida. A minha família, os meus amigos, trabalho, e até mesmo os desconhecidos na rua, na filas do supermercado eram vitimas dessa  situação ruim que eu vivia. Não era justo comigo, não era justo com todos.  Não tinha paciência com coisas simples. Me irritava com pessoas legais e estranhas e até mesmo perdi a gentileza e algumas vezes, terrivelmente o respeito com o outro.

    Até que tomei a atitude de dizer que não dava mais e terminamos. O que demorou  muito e   Acho que era  o que ela queria também. 
    E dias depois eu me perguntei, primeiramente como fui deixar a situação ir até onde foi. E depois o porque não me livrei desse  relacionamento antes.

    A primeira resposta veio daquele sentimento de gostar que temos por alguém e acreditamos que vamos  dar certo em algum momento.  E havia também o meu orgulho de homem, imagine só uma mulher me dando o pé na bunda!  São os conceitos que herdamos e não nos esforçamos nem um pouco em nos livrar dele. Depois a segunda resposta era que não queria me livrar daquele relacionamento porque ele me era cômodo e confortável .

    Mesmo com todas as amarguras e estranheza eu sabia como lidar com ela, e mesmo com toda a tristeza estávamos juntos e parti para uma nova etapa de minha vida sem ela, parecia algo impossível, distante, inseguro e que me dava medo até aquele momento.

    Somente quando eu senti que não suportava mais, e que a insegurança de se sair de um relacionamento que apesar de tudo se conhece bem o outro, é que pude me libertar . Não foi fácil claro, mas me deu a parâmetros do que é bom para mim ou ruim. Eu parti para novos relacionamentos, sem medo de arriscar o novo.

    Encontrei outros relacionamentos  iguais ao que tive, e outros que me acrescentaram muito. Até que romper com a insegurança de se sentir  bem fora de um relacionamento ruim, me fez encontrar a melhor companheira de minha vida e juntos estamos descobrindo o que é gostar mesmo.

    terça-feira, 18 de outubro de 2011

    Frase de Madame Staël




  • "A voz da consciência é tão delicada que é fácil reprimi-la; mas está também muito claro que é possível enganá-la."



  • "Procure pela verdade na mais nobre ocupação de um homem; sua divulgação é obrigatória."

    "O amor é o símbolo da eternidade; ele confunde todas as noções de tempo, apaga todas as lembramças do começo, todos os medos do final. "

    domingo, 16 de outubro de 2011

    Um pai sempre um pai.


    Preto e branco o  ódio e  na cor o amor.


    Não foi nada fácil ver a face daquele desgraçado a dois metros de mim. O destino o, pois frente aos meus olhos, dos meus sentimentos e da minha dor. Dois anos antes, esse desgraçado matou o meu filho numa dessas festas Havei. Esse desgraçado metido em suas drogas, nem pensou duas vezes em enfiar a cabeça de meu filho debaixo de seu carro. Foi preso, pagou fiança e responde o processo em liberdade. Um país que têm leis que privilegia assassinos  só não vira uma carnificina porque a maioria das pessoas são do bem. E os vagabundos com esse desgraçado que matou o meu filho são poucos.
    Quando vi esse desgraçado no bar bebendo, feliz, como se o meu filho não tivesse a menor importância, e não teve mesmo para ele. Senti os meus sentindo sair de mim e o violento ser que me habita dominou. http://migre.me/t8evN

    Um vez Einstein perguntou a Freud se a violência no ser humano um dia desapareceria diante da evolução tecnológica e descobertas cientificas. Freud disse que não, porque a violência é natural do ser humano. Todos temos.

     E se todos têm, é natural.
     Resolvi seguir esse vagabundo e descobri onde ele mora e estuda. Não contando com mais nada na vida, nem Deus, religião, justiça eu me tornei um ser propulsionado apenas pela vingança. Vingar a morte de meu filho e limpar o mundo desses vagabundos. Se todos nós temos a violência, então quando alguém a pratica contra alguém desperta em outros a mesma violência  nesse alguém. É um ciclo, uma esfera, que quando se entra não consegue sair. E não consegui.

    Um dia ao ver esse vagabundo sair da faculdade, o segui com o meu carro e o vi ir para o centro da cidade, e entrar num cinema pornô onde descobri que também se vendem drogas.
     Entrei nesse cinema, e procurei pelo vagabundo.
    O cinema estava lotado, e havia um andar superior aonde as pessoas iam lá para transar. Havia alguns banheiros imundos e saletas escuras. E numa dessas saletas vi o desgraçado sair.
    Corri para alcançá-lo. E sutilmente ofereci dinheiro a ele pra comprar mais droga. Eu disse que queria também. Ele nem perguntou como eu sabia que ele comprava drogas e tão pouco reconheceu o meu rosto. Pegou o dinheiro e foi para o fundo do cinema num lugar mais podre ainda, onde o cheiro de acetona e maconha sendo fumado dominava.
     O segui e vendo outro banheiro e foi quando empurrei aquele desgraçado para dentro, trancando a porta e o vendo passivo sem reação alguma.

    Aquilo me irritou ainda mais.

     - Não se lembra de mim seu filho da puta. - gritei, ecoando a minha voz entre os sussurros de orgasmos e as frases de sexos que vinham do filme pornô sendo exibido.

    Aquele desgraçado que matou o meu filho se manteve dominado pela droga, irracional. 

     - Você matou o meu filho! - gritei em desespero de minha dor e minha revolta 

     - Quem é o seu filho! - o desgraçado me perguntou. E então não resisti lhe dei um soco jogando-o para a parede onde ele caiu me olhando.

    Aproximei-me com todo ódio do mundo e o peguei pelos colarinhos e meti outro soco, e depois outro, e ele ainda me olhando. De alguma forma aquilo me aliviava a dor da perda de meu filho, o ódio porque o matou e estava livre se drogando. Tomei o seu pescoço e comecei a esganá-lo.
    Quando dois homens empurraram a porta do banheiro e entraram prontos para me pegarem.  Então deram vida aquele desgraçado e me socaram, eu não me conhecia, não sabia de todo ódio e violência que tinha e que me fez encarar aqueles dois homens.
    Me baterão sem que eu senti-se dor alguma. E ao encará-los soquei os dois batendo com suas cabeças na parede, depois os tranquei no reservado e voltei para matar aquele vagabundo que matou o meu filho.

    Caído ao chão, o pus a minha altura e armei o meu punho para lhe dar outro soco e amassar a sua cabeça como ele fez com o meu filho. Mas não pude.

    Ele abriu os olhos, e vi em seu olhar o olhar de meu filho.
    Tentei não ver esse olhar, mas não pude.
    Não foi esse o pai que por toda a existência de meu filho lhe mostrei ser. Eu nunca bati em meu filho, eu sempre lhe disse sobre a força de se ser honesto, integro, e compreender os outros. Não, não  pude naquele momento trair tudo o que ensinei ao meu filho, matando outro filho. 
    Embriaguei - me das lembranças de meu filho ouvindo com atenção os meus ensinamentos, os meus conceitos, o meu amor de pai para ele, e onde quer que ele esteja eu não pude deixar de ser o pai que sempre fui para ele.
     Eu não sei o pai que esse moleque que matou o meu filho tem, nem o pai que talvez um dia ele viesse a ser.  O que eu não pude, não poderia jamais é deixar de ser o pai que sempre fui para o meu filho.
    E contrariando a observação de Freud, eu abri mão da violência. E deixei aquele ser cair e tentei ir embora, mas voltei. O Tomei nos braços e  sai do banheiro passando por pessoas que na droga nem se importavam com aquele ser que eu carregava. Talvez pensassem que fosse o pai daquele jovem, nem o porteiro do cinema se importou. Apenas olhou com estranheza. Botei o moleque no carro e o levei para o hospital. O mesmo hospital que vi o meu filho pela última vez. Paguei a internação e depois do diagnóstico do médico de que aquele cara que matou o meu filho estava bem. Fui para o cemitério rezar na sepultura de meu filho é mostrar mais uma vez para o meu filho, que podemos ser um pouco melhor do somos. De alguma forma ter sentindo o desejo de vingança e socado aquele jovem me fez bem.

    E descobrir a força de entender os sentimentos e saber deles, me lavou a alma e me fez mais tranqüilo. Desde a morte de meu filho até aquele dia em que soquei o seu matador, o que habitava em mim era a dor, o ódio e desejo de me vingar.
    Na verdade eu não podia olhar para o meu filho, na imagem que tenho dele dentro de minha alma, com ódio. E esse ódio é que tava matando o amor que ele tinha por mim eu por ele. A imagem dos olhos de meu filho com toda atenção para mim e amor dele, foi mais forte do que o meu ódio e dor.

    quinta-feira, 13 de outubro de 2011

    Frase de Shaskespeare










  • "Um fogo devora um outro fogo. Uma dor de angústia cura-se com outra."




  • "Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia."
                                                                 Frase de William Shakespeare



    "Se você ama alguma coisa ou alguém , deixe que parta. Se voltar é porque é seu , se não é porque jamais seria."



    "Entra no teu peito: bate, e pergunta a teu coração o que sabe ele."

    quarta-feira, 12 de outubro de 2011

    Frugalidade ou profundidade.




    Sentei-me em frente aos seus pés, deliciando a sua sombra, caindo de admiração por sua existência.
    Era uma tarde comum de Outubro levemente quente, depois de uma chuva que percorreu um rio aéreo de mais cinco mil quilômetros da Amazônia até São Paulo, desaguando as águas evaporadas sobre o verde mais verde do planeta. Antes nos meses de inverno a chuva vinha do sul, das frentes frias vindas da Antártica. Gelada e fundamentalmente bela caindo nesse trópico de capricórnio.
    E  eu apenas admirando tudo isso, e você imenso Jequitibá o observa a mais de trezentos anos.  Ao seu lado uma imensa figueira, perigosa, predadora, se um fruto dela cair sobre os seus tronco imenso Jequitibá, ele germinara e crescera sobre ti sugando as suas seivas. 
    Mas é imenso e real. Real.
    Como pode ser criado árvores tão grande, tão frondosa, tão frágil.
    Por ser frágil é que me faz refletir. Todos somos frágeis. Todos somos frondosos. E único como um pé de Jequitibá.
    Todos falam dos ipês, das paineiras, das jabuticabeiras, das cutieiras, jatobás, sapucaias ou angelins mas para mim, você pé de Jequitibá é a mais brasileira das árvores, mais que o pau-brasil. É imensa e frondosa como esse país. Acolhe todas as faunas em seus galhos imensos, cultivas todas as plantas em suas copas. 
    É de se admirar, porque uma força  o criou e que necessidades da natureza em te criar.
    Não pude resistir, chorei de emoção. De alegria, porque comida por imensos canaviais, estava lá admiravelmente sendo exibida  um exemplo de criação.
    Me senti seu irmão, antes um admirador. E te admirando, admiro a criação, a vida.
    Floresça Jequitibá, espalhe por todos os estado de São Paulo, Rio, Minas, Paraná. Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do sul....Goiana e por todo os matos, matos grossos e denso desse país.

    terça-feira, 11 de outubro de 2011

    Frase de Caio Fernando Abreu






  • "Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas ..."
    Frase de Caio Fernando Abreu


    "Que mesmo quando estivermos doendo não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria"
    Frase de Caio Fernando Abreu


  • "Tem gente que tem esse dom. De não ser feliz e querer enferrujar o sorriso alheio."





    • segunda-feira, 10 de outubro de 2011

      Uma evolução.

      Uma evolução.


      Ao tomar o ônibus de voltar para a casa, ouvi esse velho assunto ser levantado novamente. Juro para vocês que acreditava ser um assunto fora do  discurso do dia a dia das pessoas. Tanta coisa importante a ser pensada. O aquecimento global, a epidemia de câncer, violência, carreira profissional. Ou os assuntos metafísico,  existencialistas e filosóficos como céu e inferno, Deus existe ou não. De onde viemos e para onde vamos. E porque estamos aqui.  Assuntos mais importantes do que uma simples membrana na vagina  onde qualifica apenas se a mulher  transou ou não.
      Eu sorri, se todos os problemas do mundo fossem esse tava bom.
      Como fui leviano. - Pensei depois.
      A verdade é que eram dois pais, preocupados com a suas filhas. Não estavam preocupados  com a virgindade delas, mas sim que não engravidassem e deixassem de estudar.
      Eram dois homens, preocupados com as suas filhas, a sobrevivência delas, o bem estar a segurança de um futuro  menos sofrido, mais confortável. Não apenas o simples selinho para se casarem  e dependerem do marido.
      E essa é uma grande evolução. Os homens estão deixando de ser apenas os homens. Estão preocupados com a família, mesmo que separados, héteros, gays, assexuados estão preocupados com os filhos. Com a família. Uma nova geração de homens esta vindo ai, se afirmando, sabendo que a mulher tem o seu espaço na sociedade, no mercado de trabalho.  E por isso esses dois pais estavam preocupados com o futuro de suas filhas, que estudasse e se formassem.A virgindade delas deixaram claro era a última questão que estavam levantando. Sábios de que não se pode parar a roda da vida e suas mudanças.
      As vezes as noticias não são animadoras: Gravidez na adolescência, prostituição infantil, drogas, crimes,  futilidades. Tudo isso existe em nossa sociedade, que nos deixa sem esperança com medo. 
      Mas ao ver esses dois pais conversando, entendi que mudanças estão acontecendo, que a responsabilidade de um ser para com o outro existe.
      Precisamos driblar o medo e a desesperança. Talvez, não sei ao certo, se compreendêssemos mais, se conversássemos mais. E também se ouvíssemos mais. Como eu fiz. Estar aberto ao mundo nos faz crescer. A vida é constante uma sequências de dias e noites que nos traz novas oportunidades, desafios, realizações. E as vezes um momento num ônibus, pode lhe dar mais esperanças.

      domingo, 9 de outubro de 2011

      Frase de Jean- Paul Sartre





    • "O homem não é nada mais do que aquilo que faz a si próprio."


      "A fingida caridade do rico não passa, da sua parte de mais um luxo; ele alimenta os pobres como cães e cavalos."

      "Um homem não pode ser mais homem do que os outros, porque a liberdade é igualmente infinita em todos." 





    • sexta-feira, 7 de outubro de 2011

      Três mulheres, seus sonhos e a coragem.

      A academia sueca acaba de divulgar o Prêmio Nobel da Paz de 2011. E deu a três mulheres, por lutarem pela paz, pela liberdade de expressão e os direitos das mulheres sem usar violência alguma.
      E essas mulheres lutam em países onde a liberdade é artigo de luxo assim como o respeito aos direitos humanos e em especial o direito das mulheres. 
      Uma é do Iêmen
      Tawakkul karmam, que luta pela liberdade de expressão e direitos das mulheres.
      As outras duas são da Libéria, 
      Ellen Johson Serhaf e Leynah Glowee, Ellen foi eleita presidente, a primeira da Libéria da  Africa e a outra defensora dos direitos onde organizou mulheres de varias etnias de seu país para ajudarem a acabar com a guerra.
      Essas mulheres, assim com Stive Jobs o criador da Apple não tiveram medo de seus sonhos, de seus desejos e tiveram coragem para ir até onde foram.
      Nós humanos ganhamos muito. Obrigado a todos.

      quarta-feira, 5 de outubro de 2011

      Segredos de Família - parte II

       Segredos de Família - parte II


      Seguimos lendo o diário, que às vezes parecia insuportável para a minha prima. Mas, impulsionados pela curiosidade queríamos saber mais.
      Heitor, e eu fomos à tarde passear no Anhangabaú. Ele é tão gentil comigo que não sei sinceramente como consigo viver longe dele todos os dias. Acho que tenho medo, medo de que o dia a dia acabe com o que de mais bonito e puro há entre nós.”
      “... por descobrir o paraíso que eu tive que saber o que era o inferno."
      “... na verdade esse amor por Heitor é que me faz suportar o meu casamento. Evaldo, agora para mim é como um móvel em casa eu cuido dele porque é preciso, apenas isso."
      “vendo agora esse sentimento maravilhoso que sinto por Heitor, às vezes fico com pena de Evaldo. Será que ele sabe o que é o amor, e ele me ama porque eu não o amo... Ao conhecer Heitor, apreendi a rezar pela felicidade de Evaldo."
      “Estou grávida e tenho certeza de que é de Heitor"
      “Heitor ficou contente, e me pediu para fugirmos para Manaus"
      “Não posso, morro de medo de viver esse amor dia a dia, e que ele se acabe"
      “Heitor mais uma vez compreendeu, mas me parece um pouco sem paciência como antes" 
      “Nasceu a minha filha é graças a Deus é uma menina, vou educá-la para ser mulher não dona de casa e esposa. Ela não sofrerá o que sofri."
      “Heitor foi para Manaus, mas estranhamente não estou triste. Agora sei que o amor existe mesmo a pessoa amada não estando ao nosso lado"
      “Evaldo cuida de minha filha com tanto carinho, que não posso deixar de gostar dele agora."
      “Na realidade, me sinto mais mulher do que nunca, mais viva e feliz do que nunca, porque amo e sou amada. Tenho a minha família e não posso deixar de dar ao mundo o melhor que apreendi ser possível" 
      “Somente quando entendemos o ódio e a dor é que podemos evitá-los.  Eu vivi a dor e ódio, e depois apreendi a lidar com eles"
      “Já apreender a lidar com amor é difícil, a não ser que você não exija do amor que ele seja seu. O amor é livre porque é verdadeiro. Vem da alma, e alma é livre"
      “Heitor me escreve constantemente, está doente, pegou malária.
      “Evaldo se aposentou e foi pescar no mato grosso. Os dois homens de minha vida foram para o norte."
      “Agora tenho que viver com a morte de Evaldo e Heitor. Mas estranhamente, não me causam dor. Os sinto todos os dias de minha vida, mas tenho meus filhos para terminar de criar e os meus netos que iram chegar"
      “olhando para a minha vida, posso dizer que fui feliz, amarga, triste e profunda. Apreendi sobre o ódio e a dor, a felicidade e amor, nunca me poupei de sentir esses sentimentos. Morro tranqüila porque não levarei nada que não me pertença...."

      Entendendo um pouco do outro podemos entender muito de nós. E foi o que eu apreendi com essas revelações de minha tia, que viveu escondendo o seu ódio e o seu amor, nos mostrando que o mundo é uma fachada de coisas que acreditamos serem perfeitas, quando não somos sinceros com os nossos sentimentos.

      sábado, 1 de outubro de 2011

      Segredos de Família.- parte I


      Segredos de Família.- parte I

      Sabe esses moveis que herdamos da família e que esta na família porque foi herdado em algum momento no passado. Pois bem! Esses moveis podem nos revelar algo que cabe perfeitamente em nosso dia a dia. 
      E aconteceu comigo.
      Eu estava na casa de uma parenta que faleceu e sua filha estava na duvida do que fazer com uma velha secretária conservada e com muitas gavetas. A primeira decisão era vender o móvel. Depois ao tentarmos abrir as gavetas, encontramos duas bem fechadas. Logo concluímos que deveria haver ali documentos muitos importantes, talvez jóias. A cobiça, sempre a cobiça. Reviramos a casa toda, e não encontramos as chaves. Então pedimos a um chaveiro que fizesse o trabalho e no final da tarde, ao abrir as gavetas encontramos um segredo familiar muito bem guardado por cinqüenta anos.
      Eram dois cadernos, feitos diários e bem encapados e conservados. E que revela que a minha tia, viveu um amor secreto até os últimos dias de sua vida:
      nunca gostei de Evaldo, cansei com ele porque me deram esse casamento. Obrigaram-me casar com ele." Minha tia começa assim o seu diário.
      Ficamos olhando um para o outro surpresos.
      ... primeira noite foi horrível, nunca senti tanto nojo e dor em minha vida como essa noite. Chorei escondida porque uma mulher tem que se mostrar satisfeita e feliz para todos. Odeio o casamento, odeio a minha família por ter me obrigado a isso."
      Não podia ser a minha tia, tão doce e atenciosa com todos e sempre dedica a família.
      “... estou grávida e  com  ódio para cozinhar, lavar e passar para Evaldo. Mas fazer o que, sou obrigada. Porque nasci mulher..."
      “com a gravidez, estou cada vez mais insuportável com as coisas da vida, mas tenho que suportar. Os carinhos de Evaldo me irritam, mas tenho que sorrir toda vez que ele me abraça e beija."
      “Ah, o meu filho tão frágil! ainda bem que é menino!
      “Estou grávida de novo! Meu Deus porque isso tinha que acontecer."
      Não podíamos acreditar que fosse ela que sentia tudo esse desamor, esse ódio pela vida. 
      E então as coisas mudaram.
      Conheci Heitor. O novo médico da Santa Casa... ele é lindo, e tem o olhar mais firme que já vi em minha vida. Mais lindo do que Clark Gablo.
      Tive outro menino, graças a Deus."
      “Heitor é maravilhoso, um homem de verdade. Eu pela primeira vez em minha vida  estou sentindo amor.... A vida é tão maravilhosa com o amor. "
      “Ele, me quer todos os dias em sua vida, mas não posso deixar a minha família. Ele foi compreensivo e aceitou. Ele me ama, e não me quer ver sofrer. Eu agora sei o que é o amor.
      E isso explica toda a sua doçura e dedicação à família.