quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lara, eu ainda não acredito. -parte I

Era um sábado terrível de frio e eu dirigindo na Imigrante ao som de Gita, e Breno tentando cantarolar. Levávamos também no carro 55 metros de plástico bola para enrolar um pequeno barco do pai de Breno ancorado num piar em Guaruja. Pretendíamos voltar ainda a tarde para ir numa outra festa. A Serra do mar  estava fria e úmida , nem parecia que íamos para a praia. A Rodovia  dos  Imigrantes estava bastante vazia nesses dias mornos. E antes mesmo de entrar de vez na Imigrantes, eu vi um carro  preto parado no encostamento onde duas lindas pernas torneadas não importando-se com o frio vestida por uma mini saia e de salto, pareciam pedir ajuda. O capô do carro estava levantado fumaça  e ninguém pra parar.

- É golpe de ladrão . S- disse logo Breno. - E  era  golpe mesmo. Mas o que realmente pensar de imediato ao ver aquela mulherzona gostosa dando sopa? Ninguém parava, ninguém parou. Imediatamente pelo retrovisor eu vi o socorro aparecer.Então estacionei o meu corsa e fiquei olhando. Breno bufou, mas aquela mulher mexeu comigo de imediato. Não pude resistir. Eu a observava pelo retrovisor gesticular com os dois mecânicos, depois ela tomou o celular e ligou para alguém. Percebi  que  ficou triste enquanto aqueles mecânicos preparavam-se para guinchar o carro. Então subitamente eu dei ré, e para espanto de Breno, daquela mulher e dos dois mecânicos e de mim próprio, aproximei desci do carro e perguntei se ela queria uma carona.

E então pude ver  o quanto aquela  mulher que era  linda em seus trinta e nove anos,  com aquele ar de mulher que não se pode resistir, qualquer coisa de e perigosa, carinhosa, sei-la.
Ela seria uma louca se aceitasse a carona de dois moleque. Mas aceitou. Ela disse que iam tomar uma navio, um cruzeiro para o nordeste. Ualll. Pegou a malas, o segurou do carro estava cobrindo tudo e pronto, já estavamos indo para Santos. Guaruja fica próximo de Santos, um pequeno desvio de percurso, mas tudo bem. Lá estávamos nós. E santo, santo, santo... quando ela sentou no banco de trás, porque Breno se recusou a ceder o banco pra ela, e de pernas juntas me fazia perder, só de olhar para aquelas maravilhas . Como agente gosta de carne, de provocação, de insinuação... Mas tudo nela parecia natural, nada planejado...

- Vocês são uns anjos..- disse ela de primeiro, e reclamou de que tudo naquele dia estava dando errado para ela. Eu me perguntei como poderia tudo dar errado em sua vida ... Ela disse que tinha dois filhos de nossas idade e que... Filho, pô, eu lá queria saber de filho dela...E que o seu marido era capitão do transatlantico Valentine.- Pô que nome de navio... E coisa e tal. Ela disse o seu nome, Lara, nos apresentamos então, e cada vez mais deliciosa, ela então perguntou o que iríamos fazer na praia com aquele frio...

Não eu não deixei Breno dizer que iríamos embrulhar um barco com plástico bola... E fui logo dizendo que iríamos encontrar uma turma que estava numa casa no Guarujá. Ela sorriu, percebeu que eu estava mentindo. E quando chegamos a Santos, vi o imenso transatlantico e fiquei surpreso, mas Lara em meus olhos conseguia diminuir aquela grandiosidade.

- Merda... disse ela, Não era aquele o navio. Lara havia perdido e ainda não entendia o porque o seu Marido partiu sem ela, já que ela havia dito pelo celular para ele esperar que ela chegaria nem que fosse a pé... Para mim, derrepente o verão se instalou e já que ela havia perdido a viagem sugeri que ela fosse com a gente para Guarujá...-Temos um barco pra embrulhar, foi ai que Breno abriu a sua boca e para minha surpresa Lara disse, tudo bem...

As vezes é preciso transcender.

Em alguns momentos encontramos pessoas chegadas , amigas ou parentes que agem  igual a uma prensa imensa e pesada, esmagando a nossa paciência, o nosso humor e  perigosamente  os nossos sonhos e desejos. Essas pessoas agem com as suas atitudes tão medilcre e irritantes para cima de nós que precisamos apreender a transcender a esses momentos e se possível até mesmo a pessoa que nos apurrinha. Por mais difícil que isso possa parecer e o é . E como disse uma amiga minha: Tem coisa que melhor a gente se arrepender de não ter feito nada do que se arrepender de ter feito o pior. Não se trata de ser subserviente, ou tão pouco ter sangue de barata.

A dor de cabeça de não ter dado um murro no cidadão é melhor do que ter dado um murro ou dito no mesmo tom as mesma patifarias e idiotice causado um dano maior. Ando meio cansado de gente burra e que insiste em suas tolices e vagabundagem de pensar e fazer o correto, que deixo pra lá certas provocações. Não como um Deus que enxergar os seres assim por baixo em suas fraquezas. Não, não, pelo contrario ando me sentindo cada vez mais humano sentindo ser mais humano do que não havia percebido até então. E talvez por isso posso compreender mais as falhas das pessoas, porque enxergando as minhas não irei usar de hipocrisia crônico para me justificar como um coitado e que tem que aceitar as pessoas como elas são. Eu, apreendi que compreender as pessoas em seus limites e pequenez e momentos dificeis é um caminho para começar a transcender quando certos momentos aparecem em sua vida.

Estou sem paciência de bater  boca com certas pessoas, por isso as olhos em meu silêncio e tento, ,juro que tento, compreender porque tanta evolução leva uma pessoa a se perder em suas próprias razões e um certo bom senso. Então, procuro  relaxar e imagino um barco rumo ao Caribe, com a melhor pessoa ao meu lado e pronto! Transcendo espetacularmente, enquanto o som da pessoa falando blablas, somem.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A eterna amizade com o nosso amigo o Cão.

Acabo de ler Criatividade, do grande Domenico de Masi, um livro fundamental com antídoto para a monotonia estressante do dia e dia e diga-se de passagens sem razão alguma ou função alguma.
Se trata de um livro fundamental para se entender como nos os seres humanos nos demos bem, aparentemente, nesse planeta. Domenico de Masi se aprofunda em todas as eras e mostra minuciosamente em nosso processo de evolução o quanto fizemos e ainda poderemos fazer para cada vez mais nos darmos bem nesse jogo da vida.

Pois-bem, não vou me aprofundar mas o importante  que tenho a realçar ,e que me chamou muito a atenção,  foi o que ele classificou de uma de nossas primeira e talvez importante invenção. O cão.
Sim, o velho e bom amigo cão. Segundo ele, talvez tenha sido o primeiro animal que domesticamos, mas não de forma forçossa, e sim atravez de um acordo.

No tempo de nossos antepassados, que são provados cientificamente, me perdoem o criacionistas que não tem prova alguma, ainda nas cavernas ou antes dela, a partir do momento que o homem começou a andar em bando e caçar  e se proteger uma ao lado do  outro como uma sociedade, chamou a atenção de uma espécie de lobo tão ancestral como os nossos antepassados e passaram a seguir o bando de homos e alimentarense do resto de suas caças, fornecendo em troca algum tipo de protecção contra outros predadores reinante na época, e até mesmo de outros homo.

E isso pelo simples fato de terem um olfato bem mais apurado do que o homo e por isso pode com uivos de alerta denunciar que alguma fera celebridade da época atacasse o bando ou uma prole recem nascida. E desse acordo, o cão foi evoluído juntamente conosco, se transformando nesses entes queridos que a gente tem certeza que fazem parte de nossa família ou convivemos com eles em outras vidas passadas.

Nós precisamos  apreender a olhar mais essas maravilhas da criação, o que muitos não entendem e por questões religiosas acham que Deus não seria maravilhoso e genial e criativo e supremo se usasse da evolução. Pois não há nada mais lindo do que uma ameba se transformar em uma estrela do mar: uma estrela do mar se transformar em uma estrela das novela das oito.
Os cães provam juntamente conosco e tudo o que está no mundo hoje, que houve um passado, uma transformação e com o tempo, milhões de anos, tudo foi diferente e será no futuro...

NAQUELA MANHÃ EU DESCOBRI ...

Achei que poderia dentro de minha razão convencer-la  ficar  para sempre ao meu lado e do meu jeito. Afinal de contas gostar não é gostar  com todos os defeitos e qualidades? Bem gostar somente quando se é bonzinho ou está bonitinho ou é docinho é fácil, bem fácil e cômodo. 

Mas o gostar vêem realmente quando experimentamos na pele o mal humor da pessoa amada, e até mesmo as suas fraquezas. Se é uma pessoa estranha a gente ou ignora ou deixa pra lá  e tudo bem. eu não sou obrigado a suportar encheção de saco de ninguém, como procuro não fazer. Mas têm neguinho que parece que faz de propósito...Mas isso deixa pra depois. O que eu estou tentando "me dizer" desde essa madrugada é que... Eu não suportei os seus defeitos por muito tempo. 

O seu péssimo habito de fumar. De tirar saro de meu time, de falar mal de minha família, de dizer que eu não sei cozinhar...etc...Talvez fosse vingança por eu dizer que ela estava gordinha, que não entende de futebol porque fala. De que isso não é coisa de mulher e etc... Eu não suportei os defeitos dela e ela não suportou os meus, por isso acabou. Acho que não tenho muito mais do que dizer, porque sei realmente o que se passou. O AMOR ACABOU. E tarde demais eu estou apreendendo que gostar é gostar com todos os defeitos e qualidades....

terça-feira, 6 de julho de 2010

O estranho entre nós.

    No começo da década de oitenta quando a criminalidade na cidade de São Paulo era mais restrita para o moradores da periferia, principalmente a violência policial. Sequestros relâmpagos, eram raros assim como os caixas eletrônicos. Nós da classe média costumávamos acampar, em áreas mais ou menos selvagens aqui mesmo do sudeste como se isso fosse possível. Acampamos já na Ilha do Mel no litoral do Paraná. No festival de rock em Água Limpa no interior de São Paulo e São Tomé das Letras. Mas um fato curioso acorreu quando acampamos no litoral sul de São Paulo próximo a cidade de Cananeia.

Éramos muito jovens e estávamos meio cru das coisas da vida, fomos em doze pessoas exatamente e já adianto que voltamos os doze sãos e ilesos  Pelo menos fisicamente, porque mentalmente  algo na alma mudou definitivamente.

Pois bem chegamos na cidade de Registro onde pela primeira vez na vida vimos uma plantação de chá. Chazal como dizem por lá. E depois sumimos para a reserva da Jureia  e indo mais pro sul pela Regis Cardoso encontramos um local apropriado para acamparmos. 

Com a mata atlântica que nem era moda na época forte e imensa, e a praia deserta. Achamos uma trilha e entramos com um passat duas portas e um maverique preto do pai do amigo nosso que nos emprestou. Eramos todos magros e cabíamos tranquilamente nele, homens e mulheres. Enfim, armamos as barracas acendemos uma fogueira e assamos salsichas e linguiças. Tomamos guaraná antártica e krush e violão e piadinhas e as estrelas de um céu que São Paulo nunca mostra, cheio claramente cheio de estrelas. Algo que não se pode esquecer nunca mais.

Iago então sugeriu que deveríamos ir pescar. Pô! Somente ele gostava de pescar e levou vara e tudo mais. Todos torceram o nariz, mas ele insistiu. Ai fomos todos nessa aventura. Sabíamos que tinha um braço de rio que desaguava no mar, porque passamos por uma ponte. E segundo Iago, nessas desembocadura de rio pro mar, sempre se pega peixes dos bons.

Fomos mais pra fazer companhia a ele. Mas, entre um gritinho das meninas aqui  e ali, piadinhas do Paulão e do Gerson, Iago ia pegando os seus peixes e somente ele. Até que Milena me agarrou fortemente.
-O que foi!
- Sei lá acho que vi um bicho correndo no mato.
- Mas tá escuro.
- Mas o mato se mexeu como se alguém tivesse nos observando.
Tomei a lanterna e naquela insistência dela joguei a lanterna na direção que ela disse e então fui eu que dei um pulo; Era um vulto uma imagem na escuridão que a luz da lanterna revelou. E podemos ver aquele vulto sumir no mato.
Iago o único calmo ali, sorriu pegando outro peixe.
- Calma gente, é algum bicho que pesca a noite ! E vê essas coisas e bem de pescador! - sorriu
Não era um bicho do mato, tinha o corpo de uma pessoa e afastou o mato com as próprias mãos. Eu mesmo vi.
- Deve ser algum caiçara. Eles caçam a noite, pescam. Calma gente! Vocês andam lendo muito a "Kripta". - disse Iago mais calmo do que nunca e sinceramente pescaria deve dar essa calma.

Bem jogamos a lanterna novamente no mato e não vimos mais nada. Iago deveria ter razão.Voltamos para a nossa barraca e fomos curtir a noite ali naquela praia deserta. Já era tarde, e entre uma estorinha e outra resolvemos ir dormir. Todos estavam muito cansado. Menos Iago que disse que ia limpar o peixes ali próximo ao mar pra gente comer no dia seguinte.

E somente com a luz das estrelas e a fogueira que já se ia apagando, os nossos olhos acostumados com a noite parecia enxergar perfeitamente. Eu me deite na barraca com a Milena ela dormiu nos meus braços e quando eu ia pegando no sono viu algo querer abrir o zíper da minha barraca era uma mão estranha e quando eu me levantei aquela coisa saiu correndo, eu peguei a lanterna e chamei a todos e saímos correndo.

Não,não era um ser. Eram mais de quatro e estranhamente a gente só conseguia ver o vulto de cada um. Jogamos a lanterna e podemos ver dois deles carregando Iago que parecia desmaiado. Pegamos o violão na mão gritando. Todos nós homens e mulheres corremos atrás daquelas coisas, como se fossemos mais loucos do que havia acontecido ali. E tão feroz por ter pego um amigo nosso que deixamos o medo do lado e só queríamos salvar o nosso amigo.

E conseguimos, aqueles seres deixaram Iago caído no chão e se embrenharam no mato. Pegamos Iago e levamos próximo da barraca, tocamos mais lenha na fogueira e enquanto alguns ficavam de butuca pra ver se aquelas criaturas voltassem as meninas tentavam acordar Iago.
Ele acordou disse que estava tudo bem, e que havia levado uma porrada na cabeça. Mas não se lembrava nada mais do que isso.
Bem tentamos dizer o que aconteceu mais ele não acreditou.  Sorrindo nos disse que estava feliz por termos se preocupado com ele e que isso contava muito.

Aquilo nos fez sorrir, e estar feliz, porque era verdade. Éramos amigos de verdade e amigos são pra esses momentos. A gente se conhecia desde a quinta série e mesmo alguns terem mudados de escola e do bairro estávamos sempre juntos. E até aquele momento não tínhamos pensado nisso.

Passamos uma noite em claro, vimos um nascer do sol sem palavras pra descrever comemos os peixes que Iago pescou e limpou e que haviam sobrados do momento que aquelas criaturas o atacou e resolvemos seguir viagem pra outros lugares. Não vimos mais aquelas criaturas, mas levamos conosco aquele fato em que as coisas podem existir mesmo que não faça parte de nossa compreensão, por exemplo a amizade que tínhamos um pelo outro e que até hoje é forte e nos ajuda.

Bem fora essa importante lição de vida, ainda eu e Gerson podemos ver as pegadas que aqueles seres deixaram na areia. Nunca se ouvir falar deles, mas pra aquelas bandas eu não passo noite alguma.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Enfermeira Helga.

Acho que todos já ouviram falar do caso da enfermeira Helga. Uma senhora de cinquenta e poucos anos, vinda do sul e acusada de ajudar meninas a fazerem abortos. Helga ficou famosa porque uma menina de 16 anos morreu em suas mão fazendo o aborto, isso virou noticia há alguns anos e prato cheio para jornais sensacionalistas e programas de TV sem criatividade que fazem de tudo, de tudo mesmo para ganhar alguns pontinhos de audiência.


Pois bem! Considerações aparte, um dia eu dei de frente com Helga num elevador num edifício da Berini, e reconheci rapidamente o seu rosto. Na época dos fatos eu estava pensando em procurar algum especialista nessa área, pois eu tinha uma amante que suspeitou que estava gravida e como sou casado com dois filhos achei que seria uma saída pra roubada que eu havia me metido. Claro, que a gente só pensa no nosso rabo numa situação dessa. 

Não pensei  na minha amante, o possível bebe. Eles  estavam atrás, bem atrás do medo que eu tinha diante da situação de minha mulher oficial vier a saber. Mas resumindo o fato é que minha amante se enganou, não estava grávida e como eu não havia sugerido aborto nem abandona-lá ela me garantiu que foi apenas um teste para saber até onde ia o meu cara ter. Por mais paradoxo que isso possa ser. Mas ai aliviado eu disse que cuidaria da criança e dela desde que fosse em sigilo. 

Ela sabia que eu tenho esposa e outros filhos. E ficou feliz. Um ano depois eu terminei com ela, alegando que não tinha mais sentimento, tesão por ela. Ela chorou, argumentou e coisa e tal, e no fim sendo mais nova do que eu, aceitou o fato e hoje namora e está pra casar.


Mas toda essa história me fez pensar em minha vida, sem moralismo ou crise de consciência, eu percebi que aquela situação havia disparado um apito de emergência e que eu poderia me dar mal. A minha amante é mais nova 20 anos,acharia outro como achou e me trocaria sem pensar.


A minha esposa e meus filhos já não estariam mais  em meu dia a dia e eu certamente estaria sozinho, ou procurando outra pessoa e novas emoções e problemas. Não, não era pra mim.
Estou mais feliz com a minha vida, não tenho amantes, apesar de dar uma escapadinha de vez em quando. Coisa que não consigo evitar. E acho que vou morrer assim.
Mas o que Helga tem a ver com isso?


É que eu simplesmente não consegui condena-la pelas acusações feita. A partir do momento que ela entrou no elevador, eu a cumprimentei. Comentamos algo sobre o frio que estava fazendo. O cheiro de café da recepção e depois como duas pessoas em seu dia a dia nos despedimos como duas pessoas adultas.


Eu poderia não ter olhado em sua cara, como ela deve ter experimentado de varias pessoas. O aborto é uma questão polêmica, são vidas em jogo tanto da mãe quanto do bebe. Meninas de 16, 17, 15 , anos vivem esse drama e acho que somente uma mulher seja ela a idade que tenha pode ter a dimensão do que é botar uma criança no mundo, e se não for casada  será  condenada a todo instante por isso. Nós homens fazemos e pronto, saímos sem complicação alguma. Para um mulher não. Ela sempre vai carregar consigo, o bebê se gerar e o aborto se o fizer. Helga talvez como eu tenha entendido essa dor das meninas, e por isso fez o que fez. Ela foi condenada, mas saiu por bom comportamento, fiquei sabendo tempos depois.
E apreendi que nós como sociedade devemos discutir esse assunto.
Sexo a maioria vai fazer mesmo.


O que precisamos é botar a responsabilidade também no homem, porque há centenas de mulheres que tem filhos e nem sabe o nome dos pai, ou evita. O estado nesse caso tem que intervir sim. E toda mãe que der a luz a uma criança tem que ter o pai por perto, seja amante, marido, namorado, ficante. E se não tiver o pai tem que achar e provar por meios de método do DNA e outros encontrar o pai e o fazer cumprir a sua missão de pai, já que ele também fez o filho.
Não podemos mais nos calar, ou apenas nos omitir.
Crianças ainda continuam nascendo de meninas e mulheres acuadas.

domingo, 4 de julho de 2010

A POSSIBILIDADE

Em nenhum lugar existe tempo algum. - Mário Peixoto.

Quando  li essa frase pensei: Santo Deus como é   genial e  porque que não pensei  nisso antes.
É um frase  do grande cineasta Mário Peixoto.

Quase tive uma vontade imensa de não mais existir. Mas não existir diante dessa frase já não era mais possível. Se em nenhum lugar existe tempo algum, tudo existe, está existindo e sempre existirá. Um mergulho na  existência que nos brindou o cineasta Mario Peixoto. 

As vezes deixamos pra lá grandes nomes do nosso país por pura ignorância.

O Brasil foi magnifico no começo do século vinte, tanta gente boa fazendo o que de melhor poderia ser feito. Nós precisamos descobrir esse país. Descobrir a nossa capacidade e fragilidade e possibilidades. 

Precisamos saber mais de nós mesmos, sem deixar a linha do bom senso e  se achar superior  a  todos. Superior  que nossos amigos, nossos vizinhos, nossos  irmãos, e superior  do que pessoas de outros países e culturas diferentes. E a diferença entre todos é que faz o espetáculo da vida. 

Não é preciso ser muito inteligente para saber, que não existem  um ser humano se quer  superior a outro. Existe a diferença e o talento em que cada um busca suas realizações. 


O magnifico da vida é ser diferente, original, criativo  e  sabendo sempre que outros e suas diferenças e originalidades existem também.

TRUQUE DE VIDA

EU MATEI O MEU EU.

E PUDE ME VER SEM PORMENORES A TODOS OS DEVORADORES
FOSSEM CRETINOS OU IDIOTAS
LHES DEI A HONRA DE NUNCA MAIS FALAREM DE MIM.
MAS O QUE NÃO SABIAM, E NUNCA SOUBERAM NEM DE SI PRÓPRIO OU DO OUTRO
É QUE EU NÃO TENHO APENAS UM EU..
É UM TRUQUE
TENHO TANTOS EU QUE NÃO CABEM EM SUAS CABEÇAS QUE EU SOU MAIS DE UM EU...
DEVORARAM, MAS NÃO DEVORARAM.
PORQUE SE  TIVESSEM  ME DEVORADO SABERIAM QUE NÃO SOU UM

EU SOU.SOU SOU SOU SOU....

SEMPRE FUI.
DEI O MEU TRUQUE
A VIDA ME DEU O TRUQUE
APREENDI COM A VIDA A DAR UM TRUQUE
EU ENTÃO ME ALIMENTEI DO MEU EU.

SOU MAIS EU.